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'Foi um choque': grupo de adolescentes descobre colega de classe por trás de imagens pornográficas falsas feitas com IA

by Silas Câmara

Grupo de adolescentes teve imagens pornográficas falsas criadas por colega de escola
Oito adolescentes foram vítimas de deepfakes sexuais produzidos por um colega de escola a partir de fotografias retiradas de perfis privados nas redes sociais. As jovens descobriram a existência das montagens e procuraram a direção da instituição de ensino, que prestou apoio ao grupo.
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Uma das vítimas contou que viu o relato de Paolla Oliveira e decidiu compartilhar sua experiência. Segundo ela, imagens das estudantes foram manipuladas por inteligência artificial e inseridas em cenas pornográficas.
“Tinham fotos nossas, mas que não eram realmente nossas. Eram montagens com IA dos nossos rostos em situações pornográficas”, afirmou.
Descoberta dentro da escola
As adolescentes suspeitaram desde o início que o responsável fosse alguém próximo, já que as imagens utilizadas estavam em contas privadas. Posteriormente, a investigação apontou um colega de sala.
“Ele estudava junto com a gente na nossa sala”, relatou a jovem.
Segundo ela, o estudante participava de aniversários, trocava mensagens de afeto e mantinha convivência próxima com o grupo.
“Foi um sentimento, assim, de raiva mesmo. Uma tristeza gigante, assim. Ele estava nos nossos aniversários, dava carona e trocava mensagem de carinho, tipo, de Feliz Natal, Feliz Ano-Novo. Quando ele precisava de ajuda, a gente também estava lá, né? Então foi acho que um choque para todas nós”.
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Investigação e responsabilização
Pai de uma das vítimas, um advogado ingressou com uma ação de produção antecipada de provas para identificar o autor das publicações. A partir das informações fornecidas pelo Telegram, foi possível rastrear o número de telefone e o endereço IP utilizados.
“O Telegram informou o número do celular utilizado e o IP. No mundo digital, tudo é rastreável”, afirmou.
De acordo com ele, o adolescente respondeu por ato infracional e foi submetido a medida socioeducativa.
Casos em crescimento
Especialistas alertam que o episódio não é isolado. Dados da SaferNet citados na reportagem apontam que, em apenas seis meses, foram identificadas 222 adolescentes vítimas de deepfakes sexuais em escolas brasileiras. Desse total, 65 casos ocorreram no estado de São Paulo.
Para a estudante, tornar a história pública é uma forma de encorajar outras vítimas a denunciar.
“A gente se acolheu. A todo momento a gente estava junto”, afirmou.
Veja a reportagem completa no vídeo abaixo:
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