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Inspirado em Chappell Roan, Lollapalooza fica cor-de-rosa – 21/03/2026 – Ilustrada

by Silas Câmara

Uma mancha cor-de-rosa se espalha pelo Autódromo de Interlagos desde esta sexta-feira (20). Chapéus de caubói, botas com rendas, saias e vestidinhos cavados compõem o guarda-roupa deste Lollapalooza, num espelho dos figurinos de Sabrina Carpenter e Chappell Roan, as cantoras que encabeçam os dois primeiros dias de festival. Havia até adesivos de acne rosados em formato de estrela.

As maquiagens, também inspiradas nas artistas, eram pesadas —bochechas com blush marcados, bocas muito vermelhas, cílios alongados, delineados coloridos. Chappell, afinal, é meio diva pop, meio drag queen.

Por isso, vários fãs dela foram montados ao Lollapalooza. Minutos antes do show da galesa Marina, ex-Diamonds, crianças e adolescentes formavam fila para tirar foto com uma drag de vestido e chapéu pontudo —inspirado no look que Chappell usou no Grammy do ano passado, quando levou a estatueta de artista revelação.

Chapéu, aliás, era a peça mais vista neste sábado (21), quando Chappell se apresenta pela primeira vez no país. O acessório virou símbolo da artista americana, voz de “Pink Pony Club”, que frequentemente leva signos do country à estética queer. Chappell é lésbica e canta abertamente sobre sua sexualidade, o que fez ela virar musa das mulheres LGBTQIA+.

No clipe da canção, ela transforma um clube de música country em pista de dança pop, com drag queens e muito brilho. É parte da mensagem de caráter político da cantora.

Chapéu foi usado aos montes também pelos fãs de Carpenter, que vez ou outra faz canções meio country, como “Slim Pickins”, e uma versão do sucesso “Please Please Please” com Dolly Parton, referência no gênero.

Desde que lançou “Short n’ Sweet”, disco de 2024 que catapultou sua carreira antes estagnada, Carpenter assumiu estética vintage, meio pin-up, e sensual. Após usar chapéu vez ou outra em aparições públicas, o acessório foi adotado pela sua crescente comunidade de fãs. A marca de batom que aparece nas suas costas na foto da capa do disco virou tatuagem, falsa ou verdadeira, na pele das fãs.

O show no Lollapalooza foi o 11º dela no Brasil, mas o primeiro como estrela do pop.

Quem não estava de rosa no Lollapalooza apostou em outros looks exagerados, com botas prateadas, calças supervolumosas, camisetas brilhantes e leques holográficos.

O festival segue neste domingo (22) com o rapper Tyler, The Creator e a cantora neozelandesa Lorde, que volta ao país após quatro anos com a turnê do álbum “Virgin”.

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