A demissão de Gilberto Waller Junior da presidência do INSS pegou aliados do agora ex-presidente de surpresa. Os mais próximos alegam que a saída dele é fruto de um acordo para aprovar o nome de Jorge Messias ao STF (Supremo Tribunal Federal).
A relação se dá porque o relator da indicação de Messias é o senador Weverton Rocha (PDT-MA), citado nas investigações de fraudes no INSS. Ele aparece como “braço político” do esquema. Mas nega as acusações.
Weverton é aliado do atual ministro da Previdência, Wolney Queiroz, que mantinha uma relação conturbada com Gilberto Waller há um tempo.
O ápice do “climão” entre os dois, segundo interlocutores, ocorreu após o então presidente do INSS pedir a responsabilização dos envolvidos nas fraudes. No entanto, a fila por um benefício continuava grande.
O ex-presidente do INSS também não tinha uma relação tão boa com todos os servidores. Em algumas decisões, ele gerou insatisfação de parte dos funcionários do órgão.
A demissão de Gilberto Waller foi anunciada pelo ministro da previdência, mas ele foi comunicado que estava sendo demitido pelo secretário-executivo, Felipe Cavalcante.
Com a sabatina de Messias marcada para o final do mês, o governo tem atuado para garantir os votos necessários para que ele seja aprovado.
Os mesmos interlocutores não acreditam, no entanto, que o acordo tenha contado com o aval do próprio Messias, que foi quem indicou Gilberto Waller a Lula.
O ministério da Previdência diz que a troca visa reduzir o tempo de espera de aposentados que aguardam na fila pelo benefício, que chegou à marca inédita de 3 milhões de pessoas.
O Painel procurou pelo ex-presidente do INSS, mas ele não quis se pronunciar.
LINK PRESENTE: Gostou deste texto? Assinante pode liberar sete acessos gratuitos de qualquer link por dia. Basta clicar no F azul abaixo.