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Americanos estudam plano B para vencer corrida para Lua – 12/10/2025 – Mensageiro Sideral

by Silas Câmara

Nesta segunda-feira (13), a empresa americana SpaceX espera realizar mais um lançamento integrado do seu Starship (não perca a conta, é o 11º), veículo com o qual a Nasa pretende levar seus astronautas à superfície da Lua, no que clara e abertamente se tornou uma corrida contra a China pela primazia espacial no século 21.

Será mais um voo de teste suborbital, repetindo muitos dos objetivos atingidos na tentativa anterior, em preparação para a terceira versão do foguete, com a qual a companhia e a agência espacial esperam cumprir suas ambições lunares.

Contudo, sabe-se que ainda será preciso demonstrar muitas tecnologias, como reabastecimento em órbita e capacidade de pouso e decolagem lunar (para não falar em equipar o interior do Starship para abrigar tripulação), antes que a missão Artemis 3, a primeira a descer à superfície da Lua com astronautas, marcada (irrealisticamente) para 2027, possa ocorrer.

Em resumo: não vai dar tempo para 2027, possivelmente também não para 2028, quiçá para 2029. Enquanto isso, a China segue avançando com seu programa lunar tripulado e espera realizar seu primeiro pouso antes de 2030. Quem vai chegar primeiro?

Uma concorrente da SpaceX começa a ter ideias de como tentar garantir a primazia americana sem depender das promessas de Elon Musk. De acordo com Eric Berger, jornalista do site Ars Technica veterano em coberturas espaciais com boas fontes dentro da indústria, a empresa Blue Origin, de Jeff Bezos, começou a estudar um “plano B” que pode salvar a cara da Nasa nessa corrida cada dia mais inglória para os EUA.

A ideia seria improvisar uma arquitetura com o módulo de pouso Blue Moon Mark 1, atualmente desenvolvido pela empresa para transporte de carga à Lua, de modo que ele pudesse pousar com tripulação. Mesmo em sua versão não tripulada, ele já será o veículo mais pesado a pousar na superfície lunar, mais capaz que os antigos módulos lunares do programa Apollo. E a boa notícia é que ele, em contraste com a versão lunar do Starship, já existe. Uma primeira missão com o módulo está marcada para o começo do ano que vem, e uma segunda deve levar o rover Viper, da Nasa, em 2027.

Não seria inconcebível, portanto, adaptar a tecnologia –usando desenvolvimentos já iniciados para o Blue Moon Mark 2, esse sim projetado desde o início para levar humanos e contratado pela Nasa para missões a partir da Artemis 5– para improvisar um pouso lunar tripulado que pudesse vir antes dos concorrentes chineses. Com efeito, segundo Berger, a Blue Origin já está realizando estudos nesse sentido, mesmo sem uma demanda específica da Nasa.

Caso vá adiante, essa missão exigiria o uso de pelo menos dois módulos Mark 1 (possivelmente um para levar os astronautas e outro, que pousaria sem tripulação, para trazê-los de volta à órbita lunar, onde se encontrariam com a cápsula Orion para o retorno à Terra), mas dispensaria o drama do reabastecimento em órbita, um dos maiores desafios para o Starship. Isso sem falar que o módulo já teria a experiência de dois pousos não tripulados, em 2026 e 2027. Pensar nisso para 2028 não seria absurdo –e pode ser a única chance de os EUA chegarem à superfície lunar antes da China, ainda que de maneira meio improvisada e limitada.

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