O BNDES e a Finep (Financiadora de Estudos e Projetos) aprovaram R$ 71,5 bilhões em crédito para projetos em inovação. O investimento aconteceu dentro do escopo do programa Nova Indústria Brasil, do governo federal, entre janeiro de 2023 e dezembro de 2025.
A quantia significa crescimento de 321% em relação ao período entre 2019 e 2022 (R$ 17 bilhões aprovados).
Dos R$ 71,5 bilhões, R$ 35,9 bi foram contratados pela Finep e R$ 35,6 bi pelo BNDES. O ritmo de aprovações também se acelerou ao longo do período: entre janeiro e setembro de 2025, as duas instituições aprovaram R$ 14 bi, valor que igualou todo o crédito aprovado no ano de 2023.
A Finep opera também com subvenção econômica, liberações que não serão reembolsadas, mas são projetos de risco tecnológico elevado. No ciclo 2024-2025, ao lado do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação, a Financiadora lançou 13 editais com R$ 2,5 bilhões de recursos não reembolsáveis. Isso resultou em cerca de 200 projetos contratados, 400 empresas parceiras, 2.800 pesquisadores e 140 instituições científicas e tecnológicas.
No mês passado, foi lançada nova rodada de seleção, com R$ 3,3 bilhões distribuídos em 13 editais.
A Nova Indústria Brasil foi lançada em 2024 pelo presidente Lula e conta com R$ 300 bilhões em recursos geridos pelo BNDES, Finep e Embrapii (Empresa Brasileira de Pesquisa e Inovação Industrial). A iniciativa é dividida em seis setores: cadeias agroindustriais, saúde, infraestrutura, transformação digital, transição energética e defesa nacional. O objetivo é elevar a competitividade da indústria brasileira por meio do financiamento à pesquisa, ao desenvolvimento tecnológico e à digitalização.
“O crédito destinado à inovação é fundamental para que a indústria brasileira desenvolva novas tecnologias e seja competitiva. O apoio do BNDES e da Finep atende à política industrial do governo do presidente Lula, que também tem como finalidade digitalizar, modernizar e estimular a produção disruptiva, como o carro voador da Eve e inteligência artificial”, afirma o presidente do BNDES, Aloizio Mercadante.
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