A Petrobras anunciou na sexta-feira (13) o aumento de 38 centavos por litro no preço do diesel vendido nas refinarias, fazendo com que o litro do combustível saia das usinas a R$ 3,65. Com os tributos zerados pelo governo, o repasse final às distribuidoras deve ser de seis centavos por litro.
No dia anterior, o presidente Lula havia editado uma medida provisória que zerou tributos federais (PIS/Cofins) sobre o óleo diesel e estabeleceu o pagamento de um incentivo a produtores e importadores do combustível. A estimativa era de uma redução de 64 centavos no litro do diesel vendido na bomba. O texto definiu ainda que as perdas de receita fossem compensadas com a arrecadação de um imposto de exportação de petróleo.
O anúncio foi recebido com desconfiança por parte do mercado, que apontou riscos fiscais e mencionou o caráter potencialmente eleitoreiro do subsídio. Outros economistas consideraram a decisão do governo positiva como medida emergencial e destacaram que a contenção do preço do diesel deve evitar um aumento da inflação.
O Café da Manhã desta segunda-feira (16) fala dos efeitos da alta do petróleo no Brasil e discute a medida do governo brasileiro para subsidiar o diesel. O colunista da Folha Vinicius Torres Freire explica o que sustenta a decisão emergencial do Planalto, trata das consequências econômicas se a guerra se prolongar e analisa como a oscilação do petróleo pode ter repercussões na inflação e na taxa de juros.
O programa de áudio é publicado no Spotify, serviço de streaming parceiro da Folha na iniciativa e que é especializado em música, podcast e vídeo. É possível ouvir o episódio clicando acima. Para acessar no aplicativo, basta se cadastrar gratuitamente.
O Café da Manhã é publicado de segunda a sexta-feira, sempre no começo do dia. O episódio é apresentado pela jornalista Gabriela Mayer, com produção de Daniel Castro, Gustavo Luiz e Laura Lewer. A edição de som é de Raphael Concli.