O presidente da Hypera, Breno de Oliveira, afirmou nesta sexta-feira (13) que a farmacêutica brasileira deve ter uma aceleração grande de vendas nos próximos meses com a queda de patentes de medicamentos que incluem a semaglutida.
O executivo disse que a queda da patente da molécula deve ocorrer na próxima sexta-feira (20), mas a Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) ainda não autorizou nenhum medicamento baseado na semaglutida a partir do fim da patente.
“Por enquanto, nenhuma autorização foi dada pela Anvisa. A gente acredita que vamos ser um dos primeiros a ter o registro avaliado (pela agência) e posteriormente o lançamento”, afirmou Oliveira, durante conferência com analistas após a publicação dos resultados da Hypera no quarto trimestre.
Depois do registro do medicamento pela Anvisa, o executivo declarou que deve levar alguns meses para um produto ser lançado no mercado. “Semaglutida é a principal aposta para 2026”, comentou.
Oliveira afirmou que o mercado brasileiro da semaglutida movimenta pelo menos R$ 5 bilhões por ano, sem considerar os produtos comercializados via farmácias de manipulação e importação sem registro.
“Com novos entrantes, esse mercado deve crescer significativamente… Mercado já é maior que R$ 5 bilhões e tende a ficar maior com produtos de qualidade e mais acessíveis”, declarou.
Sobre o varejo farmacêutico, Oliveira afirmou que o primeiro trimestre tem mostrado um crescimento de “sell out” —ou a venda de produtos de farmácias para o consumidor— em ritmo semelhante ao verificado no quarto trimestre do ano passado, quando a taxa registrada pela empresa no balanço foi de 7,4%.
Questionado sobre a performance da companhia este ano, o diretor financeiro, Ramon Sanches Silva, comentou que o Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) pode ficar próximo dos 33,5% alcançados no quarto trimestre e que a empresa vê espaço para “um pouco de redução” nos descontos de preços de medicamentos.
E, enquanto a Hypera terminou 2025 com uma alavancagem financeira de 2,6 vezes, o objetivo no atual ambiente de juros elevados é redução do múltiplo para mais próximo de 1,5 vez, de acordo com o presidente da companhia, algo que ele estima que a Hypera poderá atingir dentro de dois anos, sem considerar eventuais aquisições.