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Celepar lucra R$ 210 mi enquanto privatização está no STF – 01/04/2026 – Painel S.A.

by Silas Câmara

A Celepar (Companhia de Tecnologia da Informação e Comunicação do Paraná) registrou lucro líquido de R$ 210,8 milhões em 2025. O número foi apurado por uma auditoria independente. A empresa estatal tem cerca de R$ 350 milhões em caixa, com R$ 3,87 bilhões em contratos vigentes com o poder público paranaense.

A empresa é responsável pelo controle, gestão de dados e programas de tecnologia da informação utilizados na área de saúde, educação e segurança pública. Ela está no meio de uma disputa judicial sobre a sua privatização. O caso está no STF (Supremo Tribunal Federal), em discussão sobre a constitucionalidade da venda à iniciativa privada.

O governo do estado marcou a venda para 17 de março, na B3, em São Paulo, com valor mínimo de R$ 1,3 bilhão. PT e PSOL entraram com ADI (Ação Direta de Inconstitucionalidade) questionando a gestão dos dados pessoais no banco de dados da segurança pública a uma empresa privada.

Em fevereiro, o ministro Flávio Dino atendeu a mandado de segurança suspendendo a lei estadual que autorizou o leilão. A decisão deve ir ao plenário do STF. Dino determinou que o governo do Paraná elabore relatório de impacto à proteção de dados específico para a transição societária e o submeta à ANPD (Autoridade Nacional de Proteção de Dados) antes de qualquer avanço no processo.

Para os opositores do processo, o lucro é justificativa de que a empresa não deveria ser privatizada.

“Estamos diante da possibilidade de venda de um ativo estratégico altamente lucrativo por um valor que, na prática, se aproxima do próprio caixa da empresa, o que pode representar uma transferência de patrimônio público sem a devida compensação”, afirma o advogado Paulo J. Falcão, do Comitê de Trabalhadores contra a Privatização da Celepar.

Para o governo do Paraná, a privatização vai viabilizar a modernização dos serviços tecnológicos e prevê a adoção da Golden Share, quando o poder público tem poder de veto sobre decisões estratégicas mesmo depois da privatização.


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