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Cine Marquise com Dolby Atmos é o cinema com o melhor som – 12/03/2026 – Cinema

by Silas Câmara


São Paulo


Uma Batalha Após a Outra“, “F1”, “Frankenstein”, “Pecadores” e “Sirât”. Qualquer que seja o vencedor do Oscar de melhor som, uma coisa é certa: o público paulistano teve a chance de vê-lo na sala 1 do Cine Marquise, equipada com o sistema Dolby Atmos e mais uma vez escolhida como a de melhor som no especial O Melhor de São Paulo – Salas de Cinema, do Guia.



Entrada da sala 1 do Cine Marquise, equipada com som Dolby Atmos


Adriano Vizoni/Folhapress

Apesar de elogiar os cinco, Marcelo J.L. Lima, diretor do espaço localizado no Conjunto Nacional, no coração da av. Paulista, exalta as qualidades do espanhol “Sirât” —também indicado ao Oscar de filme internacional.

“Primeiro por ser um filme não americano indicado a melhor som, eles utilizam o grave de uma forma espetacular. Foi uma experiência única, quem teve a oportunidade de assistir em Atmos sabe muito bem disso, a sensação sensorial, trabalhar com aqueles graves, com música eletrônica, foi um espetáculo.”

Outro destaque foi “F1”, que “teve uma pegada muito parecida com ‘Top Gun: Maverick’, fazia você se sentir como se estivesse dentro do cockpit, sentir todos os sons de uma forma mais atmosférica”, pontua.

Ao contrário do vencedor do Oscar de filme internacional “Ainda Estou Aqui”, exibido em Atmos, “O Agente Secreto” não foi mixado nessa versão, embora tenha sido exibido na sala 1. “Ele entrou com uma versão 7.1, foi ok, mas não se compara a qualquer filme mixado em Atmos”, avalia o diretor do Marquise.

Três adultos estão em um ambiente arenoso com poeira ao redor. Ao centro, uma mulher de vestido preto e véu transparente olha para cima com os braços abertos. À esquerda, um homem de camisa azul e calça jeans olha para trás. À direita, um homem com muleta e jaqueta amarela segura um objeto enquanto olha para a mulher. Ao fundo, duas pilhas grandes de caixas de som pretas e cinzas.

Cena do filme ‘Sirat’, de Oliver Laxe


Divulgação

Com o Dolby Atmos, são 46 caixas de som que envolvem todo o ambiente (laterais, teto, fundo e atrás da tela), incluindo 4 subwoofers —contra 7 caixas e um subwoofer no convencional sistema 7.1 da Dolby. “Nossas manutenções preventivas vão muito além do padrão exigido pelos fabricantes. Testamos todo mês a equalização das salas para ver se está tudo ok”, afirma Lima.

O executivo conta que a sala 1 é hoje referência nacional devido à reconhecida qualidade do som, lembrando que o espaço ganhou utilidades para além da exibição de longas-metragens. “Temos fechado diversas parcerias com gravadoras de álbuns e temos realizado muitas audições. Tivemos recentemente o lançamento do novo álbum dos Gilsons, e também da Liniker“, revela.

São Paulo conta com outras salas com o sistema Dolby Atmos (cada um adequado ao tamanho do espaço de projeção): nas salas Xplus da rede UCI (Jardim Sul e Santana), na Cinépic, do Cinesystem Morumbi Town, na sala 1 do Cine A Continental e no Cine Araújo Campo Limpo.

Na próxima quinta (19), a sala Dolby Atmos integra o circuito que recebe a estreia da superprodução “Devoradores de Estrelas”, ficção com Ryan Gosling e Sandra Hüller, que deve fazer barulho, literalmente.

Conheça os vencedores de cada categoria



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