As 29 principais redes farmacêuticas do país descartaram 1.011 toneladas de medicamentos domiciliares vencidos ou em desuso em 2025, segundo dados da Abrafarma (Associação Brasileira de Redes de Farmácias e Drogarias).
De acordo com a entidade que reúne as principais varejistas do setor, o descarte foi feito de forma ambientalmente adequada. O dado representa 18 vezes mais do que as 55,7 toneladas registradas em 2021, o primeiro ano de vigência do sistema de logística reversa. São 30% a mais em relação a 2024.
Do total recolhido, 93% passaram por incineração e 7% foram destinados a aterros sanitários. O número de pontos de coleta mais que dobrou em cinco anos. Passou de 3.634 para 7.780 unidades. Alcançou 775 municípios e uma cobertura populacional estimada em 199 milhões de pessoas.
O CEO da Abrafarma, Sergio Mena Barreto, diz que o dado é resultado da conscientização da população sobre impacto socioambiental e do esforço das redes em divulgar os benefícios da prática. Mas acrescentou haver muito espaço para avançar. Segundo ele, Portugal registra média anual de 1.200 toneladas descartadas de medicamentos.
O varejo farmacêutico deve obedecer ao decreto 10.388/2020, regulado pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária). Este estabeleceu a obrigatoriedade e as diretrizes para a logística reversa para medicamentos.
Dentro desse sistema, as farmácias funcionam como pontos de coleta. O consumidor leva os remédios e a cadeia de destinação garante que o resíduo não vá para o lixo comum.
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