A Petrobras vai realizar nos próximos dias novos leilões públicos para a venda de diesel S10 e gasolina. O certame já desperta reclamações de distribuidoras. As negociações devem acontecer nos próximos dias, com volumes estimados em 240 mil metros cúbicos de diesel e 95 mil metros cúbicos de gasolina.
Leilões têm sido a principal maneira de escoamento de combustível da estatal para o mercado doméstico.
Para representantes do setor ouvidos pela coluna, porém, o mecanismo expôe uma distorção de preços e do ágio sobre o preço de refinaria.
No leilão realizado na semana passada, o ágio por litro de diesel chegou a R$ 1,78. Em algumas cidades brasileiras, o preço passou dos R$ 2 por litro. Os compradores, na prática, pagam um valor superior ao preço oficial de venda nas refinarias. Segundo essas pessoas ligadas às empresas, isso eleva o custo final do combustível sem que a Petrobras altere formalmente sua tabela de preços.
Distribuidoras se queixam que leilões funcionam como uma paridade implícita com o mercado internacional, mas sem que a estatal tenha o ônus político de fazer um reajuste oficial.
A ANP (Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis) autorizou a Petrobras a incluir nos leilões parte de seus estoques de segurança, devido ao conflito no Oriente Médio. Isso aumentou o volume disponível no mercado pelo leilão e a quantidade de combustível comercializado com ágio.
A estratégia da estatal faz com que ela alinhe receitas à paridade internacional sem precisar registrar um ajuste formal.
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