A nova gestão da Fenapro (Federação Nacional das Agências de Propaganda) quer influir no debate sobre a regulação tributária das big techs. A entidade vai formar um grupo de trabalho para discutir o assunto e, em seguida, buscar discurso alinhado com outras entidades do setor.
Nesta quarta-feira (25), a publicitária Ana Celina Bueno tomou posse como presidente da federação. Ela é a primeira mulher a ocupar o cargo.
“Não acredito de jeito nenhum que nós consigamos, sozinhos, chegar a algum lugar. Mas creio que a gente pode puxar uma articulação com diversos outros setores para dar mais visibilidade a este assunto na mídia, nas secretarias de comunicação e no governo federal”, afirma.
O presidente Lula já disse ser necessário taxar mais “empresas americanas digitais”, mas sem especificar como isso seria feito ou quais seriam as empresas afetadas. O assunto não foi adiante porque setores do governo dizem esperar pelo momento certo.
“Precisamos ter uma atuação em cima do governo federal, da Receita Federal. As nossas empresas e os veículos de comunicação pagam impostos todos. As plataformas não se responsabiliazam pelo conteúdo e não pagam imposto, não é? Então, é um total desrespeito”, completa Ana Celina.
Lula também afirmou no passado que se as big techs não aceitarem eventuais novas regras, devem sair do país.
Entre janeiro de 2022 e outubro de 2025, Amazon, Apple, Google, Meta, Microsoft e TikTok pagaram R$ 61 bilhões em impostos no Brasil.
Mas elas quase quadruplicaram a parcela do faturamento que remetem ao exterior entre 2014 e 2024, enquanto a carga tributária caiu 73% no mesmo período.
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