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Epic Games vê ‘Fortnite’ perder espaço para ‘Roblox’ – 07/04/2026 – Ilustrada

by Silas Câmara

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A Epic Games vive um período de vacas magras diante engajamentode do carro-chefe da empresa, o “Fortnite”, e agora vê o game perder espaço para o “Roblox“, fenômeno da internet. Os resultados são uma demissão em massa e o anúncio de restruturação da companhia diante dos resultadreestruturação

O título lançado em 2017 e que foi um fenômeno online saiu de cerca de 28 horas mensais jogadas em dezembro de 2024 para 12,5 horas em fevereiro deste ano. Já o “Roblox” foi de 14,5 horas mensais a 18,5 no mesmo período. A análise foi feita pela consultoria Ampere Games com dados de PlayStation e Xbox.

Os consoles e o PC são as principais plataformas onde os dois games podem competir. Enquanto isso, no mundo dos dispositivos móveis, “Fortnite” segue ausente em algumas regiões do mundo no Android e iOS diante de uma guerra contra Google e Apple para evitar taxas das lojas virtuais das big techs. O espaço, então, é dominado pelo rival, que tem forte apelo entre as crianças e adolescentes.

Agora, o game que tentou consolidar um modelo constante de atualizações e novidades mostra sinais de exaustão junto ao público. Apesar de ser divertido, ainda não conseguiu ganhar tração entre os mais jovens, independentemente de grandes colaborações com artistas ou com criadores de conteúdo.

“Fortnite” é um battle royale, gênero em que dezenas de jogadores lutam para ser o único sobrevivente em um mapa que progressivamente diminui de tamanho. No game, é possível, além das armas e ferramentas de combate, construir instalações para se proteger ou ganhar vantagem em relação aos adversários.

É possível jogar tanto individualmente quanto em dupla ou em grupo, e o sucesso foi estrondoso. Foi vanguarda entre os jogos com recursos sociais, por ter conversa por voz entre as equipes para além da possibilidade de jogar com amigos.

Essa fórmula rendeu, e várias temporadas e atualizações do jogo foram liberados. Halloween e Natal, por exemplo, recebem novidades sazonais. Por ser um jogo gratuito, uma série de microtransações, como compra de personagens, roupas e danças, estão disponíveis. Até a cantora Sabrina Carpenter virou personagem do jogo. Criadores de conteúdo e anúncios na Times Square, em Nova York, posicionaram o game no mundo.

Tão grande ficou que desenvolvedores terceiros passaram a produzir mapas no “Fortnite” de games completamente diferentes do objetivo principal, ainda que utilizassem a mesma mecânica. É o caso de uma iniciativa que leva a história de Zumbi dos Palmares pela plataforma da Epic Games.

Mas a onda demonstra sinais de que está passando, e os jogadores mais novos tem outro interesse: o “Roblox”, onde a relação entre rede social e game é mais intensa. A nova febre também aprofundou o modelo de microtransações: se antes o padrão era comprar uma roupa ou um personagem que funcione em todo o título, agora era possível gastar dinheiro em itens utilizáveis apenas em mapas específicos.

Diante da perda de público, a Epic Games ainda fez ajustes no “Fortnite”, depois de tanta expansão. Segundo a própria desenvolvedora, o custo para manter o título subiu muito, e é necessário subir os preços dos itens para “ajudar a pagar as contas”. O preço dos V-Bucks, moeda do game, aumentou, e o modelo de itens compráveis em mapas foi absorvido ao game.

Também conta na briga a falta do jogo nos dispositivos móveis. A Epic está envolvida em uma série de ações judiciais contra Google e Apple pelo mundo, afirmando que o modelo de lojas com transações intermediadas pelas gigantes de tecnologia é anti-competitivo. O jogo deixou as lojas em 2020 e começa a gradualmente retornar pelo mundo neste ano.

Mas rei morto é rei posto, e o “Roblox” nada de braçada neste segmento. O game domina o cenário de jogos em dispositivos móveis, principalmente entre crianças e adolescentes. Segundo a análise da Ampere Games, apesar de possuírem propostas diferentes, os dois jogos atraem o mesmo perfil de jogador, e quando ele sai de um game, tem probabilidade de passar a jogar o outro.

E vem diante de todo este contexto que a Epic demitiu funcionários para economizar, na primeria etapa de restruturação, US$ 500 milhões (cerca de R$ 2,6 bilhões na cotação atual). Modos de jogo do “Fortnite” também serão desativados, como o “Rocket Racing”, de corrida, o “Ballistic”, de tiro em primeira pessoa, e o “Festival Battle Stage”, modo de competição do jogo rítmico “Fortnite Festival”.

Isso não quer dizer que “Fortnite” acabará. Pelo contrário, a base ainda é grande e muito engajada. Mas certamente pode indicar que o apogeu já passou, e é hora de refletir sobre os limites, dentro da comunidade gamer, de um título tão longevo. Não há jogo para sempre.


Play

dica de game, novo ou antigo, para você testar

Docked

(PC, PS5 e Xbox Series X|S)

Há quem ame e quem odeie jogos de simulação, especialmente quando estes games entram em algum determinado nicho. “Docked” é justamente um simulador portuário, onde o jogador precisa dirigir e operar veículos industriais para manter as docas funcionando. No game, um porto sofre uma grande tempestade, que devastou a infraestrutura do local. O objetivo, então, é retomar a operação mesmo diante da previsão de mais um temporal. O título sai do óbvio ao levar a narrativa para dentro da mecânica do jogador –a história neste gênero de games geralmente fica em segundo plano e serve apenas para ambientar o jogador. Também conta com uma série de imprevistos, o que força a reflexão para além do óbvio.


Update

novidades, lançamentos, negócios e o que mais importa

  • A Nintendo fez uma correção de preços dos jogos para Nintendo Switch e Switch 2 no Brasil e na América Latina na última quarta-feira (1º), refletindo a depreciação na cotação do dólar. Os preços foram alterados em games publicados pela gigante japonesa, seja dos próprios títulos, seja em parceria. “The Legend of Zelda: Tears of the Kingdom”, que custa US$ 69,99 nos Estados Unidos, saiu de R$ 439,90 para R$ 389,90, por exemplo. A mudança vem após a dona do Mario anunciar valores diferentes para vendas de mídias físicas e digitais.
  • O Escritório de Patentes dos Estados Unidos rejeitou patente da Nintendo utilizada em um processo da japonesa contra a Pocketpair, desenvolvedora de Palworld. A propriedade intelectual era ligada à franquia “Pokémon” e descrevia um sistema de personagens que podem ser invocados para lutar ao lado de jogadores em combates. O órgão a havia concedido à dona do Mario em setembro de 2025, mas afirmou que os pontos descritos no registro eram muito semelhantes a patentes pré-existentes, o que inviabilizaria a classificação da ideia como original. A Nintendo ainda pode recorrer da decisão.

  • A venda de ingressos para a Brasil Game Show 2026 foi aberta nesta segunda-feira (6). A edição deste ano ocorrerá entre 9 e 12 de outubro, no Distrito Anhembi, na zona norte de São Paulo. A venda será por lotes, com valores a partir de R$ 149 para o ingresso individual nesta primeira rodada. Também há pacotes para a compra dos três dias dedicados ao público.

  • Uma startup brasileira promete monetizar o mercado de criadores de conteúdo em games sem a necessidade de algoritmo ou de anúncios. A The Cool Rhyno, lançada oficialmente no fim de março, pretende manter uma base de streamers reunindo apoios, doações, produtos e engajamento, cobrando 2% sobre as transações em transmissões ao vivo. A ideia, segundo a chefe de marketing da empresa, Larissa Much, é dar mais autonomia financeira a quem produz conteúdo. “Criadores e streamers constroem comunidades, mas não controlam a própria receita. A Rhyno nasce para mudar esse modelo, permitindo monetização direta e sem burocracia”, afirma.

Download

games que serão lançados nos próximos dias e promoções que valem a pena

7.abr

“Starfield” (PS5)

“Starfield – Terran Armada” (PC e Xbox Series X|S)

8.abr

“Samson: A Tyndalston Story” (PC)

“The Occultist” (PC, PS5 e Xbox Series X|S)

“Pokémon Champions” (Nintendo Switch e Switch 2)

9.abr

“DarkSwitch” (PC)

“Pompeii: The Legacy” (PC e Xbox Series X|S)

10.abr

“Soulmask” (PC)

Autor Original

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