A Folha renova nesta quinta-feira (19), como parte das celebrações pelos seus 105 anos, a campanha em defesa da energia limpa no Brasil, lançada em 2024.
O slogan “Um jornal em defesa da energia limpa” continuará sendo exibido no alto da primeira página da versão impressa e da página principal do site, no lugar do tradicional “Um jornal a serviço do Brasil”, usado desde 1961.
“O tema continua dominando todos os aspectos de nossa vida. A substituição da matriz de combustíveis fósseis pela de energia limpa não é uma questão apenas econômica, mas vital para a sobrevivência da espécie e do planeta”, afirma o diretor de Redação, Sérgio Dávila.
A renovação do compromisso ocorre após um período marcado pelas discussões sobre como atender a crescente demanda por energia para abastecer, por exemplo, os data centers usados por empresas de inteligência artificial e mídias sociais.
Além disso, o país enfrenta desafios como o curtailment, termo usado para os cortes na produção de usinas solares e eólicas para conter o excesso de oferta de energia em determinados períodos do dia, que impactam os resultados do setor.
Desde o início da campanha da Folha, são publicados dezenas de textos por mês sobre o tema, mobilizando as equipes do jornal em São Paulo, Brasília e Rio de Janeiro, além de correspondentes em outras cidades do país e no exterior.
Uma página online voltada à transição energética é regularmente abastecida e uma newsletter semanal reúne os principais textos e vídeos sobre o assunto.
A cobertura ainda conta quinzenalmente com a análise do engenheiro Jerson Kelman, ex-presidente de empresas como Light e Sabesp e da Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica). A coluna é publicada às terças no site e às quartas na edição impressa.
Também assina coluna quinzenal no site da Folha, às terças, a economista Joisa Dutra, diretora do FGV-Ceri (Centro de Estudos em Regulação e Infraestrutura da FGV) e ex-diretora da Aneel.
O jornal seguirá organizando séries especiais e seminários, como o Mudanças Climáticas e Transição Energética, realizado em novembro.
Como recomenda o Manual da Redação, a Folha realiza campanhas “em situação especial, quando dirige seus esforços para promover determinada causa que julgue ser do interesse público”. Em 2020, por exemplo, o jornal defendeu o uso da cor amarela em prol da democracia, em ação inspirada na mobilização das Diretas Já, de 1984.
O fato de tratar a energia limpa no âmbito de uma campanha não implica o afastamento do jornal de seu projeto editorial. “O princípio do pluralismo continua vigente mesmo durante as campanhas. Isso significa que, mesmo nessas situações, a Folha se obriga a publicar pontos de vista contrários às posições que defende”, determina o Manual.