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Governo de SP pagará R$ 1 bi em bônus a educadores em 2026 – 10/04/2026 – Educação

by Silas Câmara

O Governo do Estado de São Paulo vai pagar este ano quase R$ 1 bilhão em bônus a mais de 188 mil professores e gestores escolares pelo cumprimento de metas de melhoria do desempenho dos alunos no Saresp, o sistema de avaliação da rede paulista.

O valor será dividido em duas parcelas, uma a ser paga até o fim de abril e a outra, em setembro. O valor de bônus e do número de contemplados tem crescido ano após ano. O montante subiu de R$ 208 milhões em 2024 para R$ 544 milhões em 2025, e agora para cerca de R$ 1 bilhão. Os beneficiados passaram de 39,2 mil em 2024 para 159,4 mil em 2025, e agora 188 mil.

Desde o ano passado o bônus tem novas regras. Até 2024, era considerado o desempenho da escola (no Saresp) como um todo, com uma divisão igual para os professores. Agora, cada um tem uma meta específica, que depende do desempenho de suas turmas na sua disciplina.

Já gestores, demais funcionários e professores de disciplinas não avaliadas pelo Saresp, como educação física e projeto de vida, recebem de acordo com o desempenho geral dos alunos da escola. O cálculo da meta também considera a frequência dos estudantes, a participação no Saresp e no Provão Paulista (novo vestibular das escolas estaduais, aplicado nas três séries do ensino médio), a vulnerabilidade socioeconômica e a quantidade de matriculados na unidade.

Segundo a gestão Tarcísio de Freitas (Republicanos), pela primeira vez o pagamento será feito com base em duas avaliações de larga escala, o que vai possibilitar profissionais serem duplamente bonificados.

A primeira parcela considera exclusivamente os resultados do Saresp e inclui profissionais de todas as disciplinas, além de gestores e equipes de apoio das escolas que atingiram as metas estabelecidas.

A segunda, prevista para setembro, levará em conta os resultados do Saeb (Sistema de Avaliação da Educação Básica) 2025, aplicado pelo governo federal, e será destinada a professores de língua portuguesa e matemática dos 5º e 9º anos do ensino fundamental e da 3ª série do ensino médio, além de equipes gestoras das escolas que cumprirem as metas estipuladas pela Seduc-SP. As médias da rede estadual de São Paulo devem ser divulgadas pelo Inep (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira) em agosto.

O governo destaca que a rede estadual de ensino paulista alcançou a melhor média da série histórica em matemática no ensino fundamental em 2025, com avanço em todos os anos. Na análise de todas as disciplinas avaliadas no sistema, a evolução das notas dos anos finais do ensino fundamental foi de 16,5% em comparação a 2024.

“Os resultados, como disse na época da divulgação do Saresp, consolidam a recuperação da aprendizagem pós-pandemia e reforçam a estratégia estruturada da gestão atual. O bônus é, portanto, a nossa maneira de reconhecer o esforço contínuo dos profissionais da rede que, diariamente, se dedicam e buscam garantir uma educação de qualidade aos nossos estudantes”, afirma o secretário da Educação de São Paulo, Renato Feder. “As notícias são ainda melhores, já que, pela primeira vez, vamos bonificar nossos servidores duas vezes. A expectativa é que ultrapassemos R$ 1 bilhão com os resultados do Saeb, previsto para setembro”, completa.

A secretaria informou que, dos mais de 188 mil servidores que receberão o bônus, 158.729 são profissionais do quadro do magistério. Na comparação com o ano passado, o número de servidores contemplados aumentou em 18%. O valor médio do pagamento é de R$ 5.066,89 por servidor.

Entre as escolas que atingiram a meta do Saresp, 3.760 conquistaram a marca ‘ouro’. Para o patamar ‘diamante’, a unidade deve também alcançar o ouro no Saeb. O atingimento duplo garante dois salários extras para os servidores.

As metas por unidade de ensino servem de baliza para estipular o valor a ser pago a docentes dos anos iniciais do ensino fundamental e de disciplinas que não estão no Saresp, como educação física e eletivas, além de gestores e profissionais do quadro de apoio e projetos.

Já para professores de disciplinas avaliadas, a apuração dos resultados é proporcional à carga horária. Para aqueles que atuam em mais de uma escola ou, ao mesmo tempo, em disciplinas avaliadas e não-avaliadas (tais como matemática e educação financeira), a composição do benefício é a ponderação entre a meta escola e a meta disciplina.

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