O GPA (Grupo Pão de Açúcar), dono das redes Pão de Açúcar e Extra, comunicou nesta segunda-feira (13) que o Tribunal Arbitral indeferiu o pedido incidental de tutela cautelar apresentado pela companhia para o bloqueio das ações detidas pelo acionista Casino Guichard-Perrachon e dos recursos provenientes de eventual venda.
A decisão ocorre no âmbito do processo de arbitragem iniciado em 6 de maio de 2025. Naquela ocasião, o GPA apresentou à Corte Internacional de Arbitragem da Câmara de Comércio Internacional (CCI) um requerimento de arbitragem envolvendo uma disputa sobre recolhimentos de impostos entre 2007 e 2013.
“A companhia esclarece que a referida decisão não afeta o mérito da arbitragem, a qual prosseguirá em seus trâmites regulares”, afirmou o GPA, acrescentando que está avaliando, em conjunto com seus assessores jurídicos, as medidas cabíveis para a proteção de seus direitos e interesses.
No dia 10 de março deste ano, o GPA anunciu um plano de recuperação extrajudicial para renegociar parte de suas dívidas, em meio a dificuldades financeiras que vêm sendo apontadas pela própria companhia em balanços recentes.
O acordo foi firmado com os principais credores e envolve aproximadamente R$ 4,5 bilhões em obrigações financeiras sem garantia, segundo fato relevante divulgado pela empresa. A medida suspende temporariamente o pagamento dessas dívidas e abre um período de negociações para reorganizar o endividamento e melhorar a situação de caixa.
Até o momento, não há anúncio de fechamento de unidades relacionado ao plano. O atual CEO da rede, Alexandre Santoro, disse que os cortes, tanto de pessoal quanto de ponto de venda, devem ser pontuais.