Bad Bunny dedicou o prêmio de álbum do ano no Grammy aos imigrantes, comunidade que tem sido atacada pelo governo Donald Trump. Além disso, em espanhol, ele homenageou Porto Rico, a sua terra natal.
“Porto Rico, acredite quando digo que somos mais que o tamanho da nossa população”, começou o seu discurso, agradecendo em espanhol. “Não existe nada que não possamos conquistar. Obrigado a Deus, obrigado à Academia [de Gravação], a todas as pessoas que que trabalharam nesse álbum. Obrigado, mãe, por eu ter nascido em Porto Rico, amo você”, disse ele, que logo depois celebrou os imigrantes.
“Quero dedicar esse prêmio a todas as pessoas que tiveram de sair de suas casas para seguirem os seus sonhos, que tiveram de deixar alguém para trás e seguir em frente.”
Mais cedo na premiação, ele criticou a política anti-imigração de Trump. “Antes de dizer obrigado, eu quero agradecer a Deus e quero dizer fora ICE”, disse ele, em referências ao Serviço de Imigração e Alfândega. O órgão tem sido alvo de críticas por causa das operações contra imigrantes.
“Não somos selvagens, animais ou alienígenas. Somos seres humanos e somos americanos”, afirmou o cantor, acrescentando ser importante espalhar o amor. “O ódio acaba se tornando mais poderoso quando você se prende a ele. A única coisa mais poderosa que o ódio é o amor. Precisamos ser diferentes. Se lutarmos, precisamos lutar com amor.”
Assim como Bad Bunny, Billie Eilish usou seu discurso no Grammy para apoiar os imigrantes, comunidade que vem sofrendo com as políticas do governo Donald Trump.
“Honestamente, ninguém é ilegal numa terra roubada”, disse ela, ao receber o troféu de música do ano por “Wildflower”. “Eu sinto esperança nessa sala. A gente precisa continuar a se manifestar. Nossas vozes são importantes. Pessoas são importantes.”