No aparecimento da gripe aviária nos Estados Unidos em 2015, a doença matou 50 milhões de aves em granjas comerciais do país. No reaparecimento, em fevereiro de 2022, os produtores acreditavam que o cenário seria menos desastroso. Estavam enganados. Até esta quarta-feira (4), 201 milhões de aves foram sacrificadas em granjas americanas. Só nos últimos 30 dias, foram abatidos 11,5 milhões, segundo o Usda (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos).
É um número muito alto em relação ao plantel do país, que tem 379 milhões de galinhas poedeiras (para a produção de ovos), e abate perto de 9,4 bilhões de aves por ano. No Brasil são abatidos 6,5 bilhões. A gripe aviária traz prejuízos econômicos para os produtores e inflação para os consumidores. Além de afetar as exportações, a doença força o país a importar mais, como ocorreu no início do ano passado com os Estados Unidos no período de falta de ovos.
A doença se espalha pelo país devido à grande circulação de aves silvestres e também por uma política confusa de combate. Um dos primeiros atos de Donald Trump, ao assumir no ano passado, foi desativar o departamento de pesquisa onde cientistas buscavam uma solução para a crise da gripe aviária. Mais tarde, quando a doença passou também para vacas leiteiras, o governo prometeu US$ 1 bilhão para o setor.
A longa permanência do vírus pelo país preocupa. As mutações dele já o levaram para diversos mamíferos, como focas, ursos, raposas, golfinhos, pumas e gado leiteiro. Neste último caso, o aparecimento foi em março de 2024, e já está em 17 estados do país. A falta de controle na circulação interna dos animais facilitou essa dispersão do vírus, segundo cientistas voltados para o controle da doença. Já ocorreram 1.090 casos confirmados da influenza aviária em gado leiteiro.
O risco para a saúde pública é baixo, dizem as autoridades americanas, mas a doença já afetou 71 pessoas, e, em dois desses casos, o vírus provocou a morte dos infectados. As transmissões para humanos vieram de gado leiteiro (41), de granjas de aves (24), de outros animais (3) e de fontes desconhecidas (3).
Fragmentos do vírus foram encontrados no leite cru, e as autoridades americanas recomendam o uso apenas do produto pasteurizado. O medo maior é que haja uma transmissão do vírus de pessoa para pessoa, provocando uma pandemia. Autoridades sanitárias, por ora, descartam essa hipótese.
O vírus da gripe aviária está espalhado por todo o mundo, e um dos últimos locais a chegar foi no Brasil, em maio de 2025. Com apenas um foco em granja comercial, o país conseguiu debelar rapidamente o foco e voltar a ficar livre da gripe aviária. Mesmo com pouco tempo sob a doença, o Brasil teve perdas comerciais, com muitos países interrompendo a compra da carne de frango brasileira.
O vírus ainda preocupa os brasileiros, uma vez que reapareceu em granjas comerciais da Argentina e em aves silvestres do Uruguai, vizinhos do Brasil. Segundo o Ministério da Agricultura, a Influenza Aviária é uma doença viral grave. O vírus pode passar de animais para humanos, embora a ocorrência seja esporádica. A gripe aviária não é transmitida pelo consumo de carne de aves e de ovos, segundo o Ministério.
Plano Safra O sistema Faep e as entidades paranaenses do agronegócio encaminharam documento ao governo pedindo R$ 670 bilhões para o Plano Safra 2026/27. Do total, R$ 486 bilhões seriam para custeio e comercialização e outros R$ 184 bilhões para investimentos.
Suco Os estoques globais de suco de laranja brasileiro, convertidos em FCOJ equivalente (66° Brix), de posse das associadas da CitrusBr, somaram 617 mil toneladas no final de 2025. Em dezembro de 2024, eram 311 mil. Nos finais de 2012 a 2014, superavam 1,1 milhão de toneladas por ano.
Fertilizantes A holding controladora da Eleva Química adquiriu uma planta de armazenagem e mistura de fertilizantes em São Francisco do Sul (SC), anteriormente pertencente à Cibra Fertilizantes. A operação marca a criação da Campogran, nova empresa que passa a concentrar as atividades da unidade e mantém como sócios Carlos Millnitz e Samir Afif Rafih .
Fertilizantes 2 Com a transação, o grupo reforça a estratégia de verticalização e amplia a presença logística na região Sul, considerada um dos principais corredores de importação de insumos agrícolas do país. A planta tem capacidade para receber matérias-primas, armazenagem, mistura e expedição de fertilizantes, fortalecendo o atendimento a produtores rurais da região, segundo a empresa.
Guerra no Irã A constante ameaça aos navios que transportam mercadorias pela região do estreito de Hormuz traz insegurança e torna as operações mais caras e arriscadas. Diante desse cenário, armadores e operadores logísticos tendem a evitar a região, uma vez que os seguros marítimos não cobrirão eventuais sinistros, segundo a Anec (Associação Nacional dos Exportadores de Cereais).
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