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Guerra faz tráfego em Hormuz despencar 93,7% na comparação com 2025, diz empresa – 13/03/2026 – Economia

by Silas Câmara

Menos de 80 navios atravessaram o estreito de Hormuz desde o início da guerra no Oriente Médio, sobretudo embarcações pertencentes à “frota fantasma”, de acordo com levantamento da empresa britânica de dados marítimos Lloyd’s List Intelligence.

“Registramos 77 trânsitos desde o início do mês através do estreito”, afirmou Bridget Diakun, analista da Lloyd’s List Intelligence, nesta sexta-feira (13). O conflito começou em 28 de fevereiro com os ataques dos EUA e de Israel ao Irã, que revidou os bombardeios e passou a ter outros países do Oriente Médio como alvos.

Entre 1º e 11 de março de 2025, haviam sido registrados 1.229 trânsitos pelo estreito, o que mostra uma redução de 93,7% nesta comparação com o mesmo período deste ano. Pelo local passam 20% da produção mundial de petróleo e gás.

Os navios-petroleiros estão evitando trafegar na região, que fica ao lado do litoral iraniano, desde o começo dos confrontos e o novo líder supremo do Irã, Mojtaba Khamenei, afirmou na quinta-feira (12) que suas forças continuarão fechando na prática o estreito de Hormuz como uma forma “de manter pressão sobre o inimigo”.

Situado entre Irã e Omã, o estreito é estratégico para a exportação de hidrocarbonetos dos países do Golfo.

O Irã bloqueia o estreito de Hormuz em represália aos ataques israelenses-americanos, para torná-lo intransitável, uma estratégia que pretende prejudicar a economia mundial para pressionar os EUA.

Desde 1º de março, 20 navios comerciais, entre eles 9 petroleiros, foram atacados ou relataram incidentes na região, segundo a agência britânica de segurança marítima (UKMTO).

A OMI (Organização Marítima Internacional) confirmou 16 incidentes, sendo que oito deles envolveram petroleiros.

Segundo a definição da OMI, a frota fantasma designa o conjunto de navios que “realizam atividades ilegais para contornar sanções, evitar o cumprimento de normas de segurança ou ambientais, contornar os custos dos seguros ou realizar outras atividades ilícitas”.

A empresa de dados marítimos especifica que, até o momento, as passagens por Hormuz foram realizadas principalmente por navios afiliados ao Irã (26%), Grécia (13%) e China (12%).

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