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IA: Meta planeja demissões em massa, diz agência – 13/03/2026 – Economia

by Silas Câmara

A Meta está planejando demissões em massa que podem afetar 20% ou mais da empresa, disseram três fontes familiarizadas com o assunto à agência de notícias Reuters. A medida ocorreria em meio a uma tentativa da empresa de compensar os custosos investimentos em infraestrutura de IA (inteligência artificial) e se preparar para maior eficiência proporcionada por trabalhadores assistidos por IA.

Nenhuma data foi estipulada para as demissões e a extensão dos cortes não está definida ainda, disseram as fontes.

Executivos do alto escalão sinalizaram recentemente os planos a outros líderes seniores da Meta e os instruíram a começar a planejar formas de reduzir o quadro, disseram duas das fontes. As pessoas falaram anonimamente porque não estavam autorizadas a divulgar os cortes. Procurada pela agência, a Meta não comentou imediatamente o tema.

De acordo com o último relatório da big tech, havia quase 79 mil pessoas trabalhando na empresa em 31 de dezembro de 2025. Se a big tech decidir pelo corte de 20% da força de trabalho, as demissões serão as mais significativas da empresa desde uma reestruturação no final de 2022 e início de 2023.

A empresa demitiu 11 mil funcionários em novembro de 2022, aproximadamente 13% de sua força de trabalho na época. Cerca de quatro meses depois, anunciou que estava cortando outros 10 mil empregos.

ZUCKERBERG FOCADO EM IA GENERATIVA

No último ano, o CEO Mark Zuckerberg tem pressionado a Meta a competir de forma mais agressiva em IA generativa. A empresa ofereceu pacotes de remuneração enormes, alguns valendo centenas de milhões de dólares ao longo de quatro anos, para atrair os principais pesquisadores de IA para uma nova equipe de superinteligência.

A empresa disse que planeja investir US$ 600 bilhões para construir data centers até 2028. No início desta semana, adquiriu a Moltbook, rede social construída para agentes de IA. A dona do Facebook, Instagram e Whatsapp também está gastando pelo menos US$ 2 bilhões para comprar a startup chinesa de IA Manus, conforme a Reuters reportou anteriormente.

Zuckerberg sinalizou ganhos de eficiência com os investimentos em janeiro, quando afirmou que estava começando a ver “projetos que costumavam exigir grandes equipes agora serem realizados por uma única pessoa muito talentosa”.

Os planos da Meta refletem um padrão mais amplo percebido este ano entre as principais empresas americanas, particularmente no setor de tecnologia. Executivos apontaram melhorias recentes em sistemas de IA como uma das razões para as mudanças.

Em janeiro, a Amazon confirmou que cortaria cerca de 16 mil empregos, quase 10% de sua força de trabalho. No mês passado, a empresa de fintech Block cortou quase metade de sua equipe, com o CEO Jack Dorsey apontando explicitamente para ferramentas de IA e sua crescente capacidade de ajudar empresas a fazer mais com equipes menores.

A previsão de investimentos da Meta em IA segue uma série de contratempos com seus modelos Llama 4 no ano passado, incluindo críticas de que forneceu resultados enganosos nos benchmarks usados para as versões iniciais. A empresa abandonou o lançamento da maior versão desse modelo, chamada Behemoth, que deveria sair no próximo verão do hemisfério norte.

A equipe de superinteligência tem trabalhado para reafirmar a posição da empresa este ano, construindo um novo modelo chamado Avocado, mas o desempenho desse modelo também ficou abaixo das expectativas.

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