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Iraque pode cortar produção de petróleo, diz agência – 03/03/2026 – Economia

by Silas Câmara

O Iraque será forçado a cortar sua produção de petróleo em mais de 3 milhões de barris por dia em poucos dias se os petroleiros não puderem circular livremente pelo Estreito de Ormuz e chegar aos seus portos de carregamento, disseram duas autoridades do setor petrolífero iraquiano à Reuters nesta terça-feira (3).

O Iraque reduziu, até esta terça-feira, a produção do campo petrolífero de Rumaila em 700 mil bpd e cortou 460 mil bpd do campo de West Qurna 2, afirmaram as autoridades.

As interrupções nas exportações causadas pela lentidão no Estreito de Ormuz elevaram os estoques a níveis críticos nos portos do sul do Iraque, acrescentaram.

Nesta terça-feira, a preocupação com o fornecimento de gás e petróleo aumentou com o anúncio do Irã de que irá interromper o tráfego no estreito de Hormuz, que já está com a movimentação diminuída desde sábado (28), quando os EUA e Israel atacaram o Irã, que respondeu em seguida.

As taxas de frete marítimo ao redor do mundo dispararam para um recorde histórico à medida que o conflito se intensificou e Teerã passou a atacar navios que atravessam o estreito.

O fechamento do Estreito de Ormuz fez com que centenas de navios-tanque carregados com petróleo e GNL ficassem encalhados perto de grandes polos, como o porto de Fujairah nos Emirados Árabes Unidos, sem conseguir alcançar clientes na Ásia, Europa e outros lugares.

ESCASSEZ DE NAVIOS-TANQUE FORÇARÁ CORTES NA PRODUÇÃO

Isso também significa que Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos, Iraque, Kuwait e Irã precisarão começar a cortar a produção de petróleo em questão de dias, a menos que consigam encontrar novos navios-tanque para transportar o petróleo que continua sendo extraído do subsolo.

Especialistas ocidentais em segurança estão tentando avaliar quantos mísseis e drones o Irã ainda possui para manter a intensidade de seus ataques.

Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos, Omã e Kuwait conseguiram até agora interceptar a maioria dos mísseis e drones que visavam instalações de energia, portos e aeroportos, mas crescem as preocupações sobre se seus estoques de sistemas antidrone e antimísseis estão se esgotando.

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