A atriz Tilda Swinton e o diretor de “O Agente Secreto“, Kleber Mendonça Filho, participaram de uma chamada on-line na qual a atriz perguntou sobre a relação entre atmosfera e memória no filme, indicado a quatro Oscars.
Para Swinton, o cinema cria uma força extra, algo que vai muito além da realidade. A partir dessa ideia, ela questionou Mendonça Filho sobre como ele enxerga essa atmosfera no longa.
Segundo o diretor, “a atmosfera, hoje em dia, é criada a partir do tempo que é dado a cada sequência ou shot”. Mendonça Filho afirma que muitos filmes, atualmente, não oferecem tempo suficiente para que o espectador sinta o que está acontecendo na cena.
Como exemplo, ele cita a cena de abertura de “O Agente Secreto”, ambientada em um posto de gasolina. Embora tenha ouvido que se trata de uma sequência muito lenta, com dez minutos de duração, o diretor a considera um momento “razoável”, que permite à plateia compreender melhor o personagem de Wagner Moura a partir de suas reações.
Swinton define a cena como “absolutamente hitchcockiana, da melhor maneira possível”. Para a atriz, a abertura funciona como uma predadora, enquanto a curiosidade do espectador em compreender o personagem de Moura é a presa nesse cenário.
A breve entrevista termina com Swinton elogiando “O Agente Secreto”. “É um filme de que eu gostei muito e que é muito importante”, afirmou.
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