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Pixar removeu elementos gays da trama da animação ‘Elio’ – 08/03/2026 – Ilustrada

by Silas Câmara

O diretor criativo da Pixar, Pete Docter, afirmou ao Wall Street Journal que o estúdio reformulou a animação “Elio”, já com mais da metade pronta. Em versões iniciais exibidas em testes com o público, havia elementos sugestivos de que o garoto fosse gay, depois retirados.

Os espectadores das sessões preliminares até gostaram da história do menino solitário que encontra amigos no espaço sideral, mas disseram que não pagariam para vê-lo no cinema. Então, em 2023, o estúdio ordenou a alteração completa da trama.

Pete Docter disse que a Pixar percebeu que alguns pais não queriam um entretenimento que os obrigasse a ter com os filhos conversas para as quais não estavam preparados. “Estamos fazendo um filme, não centenas de milhões de dólares em terapia”, disse.

As mudanças trouxeram decepção na Pixar, que tem um histórico de apoio a funcionários LGBTQIA+. O descontentamento se somou ao da remoção de referências a um personagem transgênero na série do Disney+ “Ganhar ou Perder”.

O jornal afirma que versões anteriores de “Elio” incluíam uma bicicleta rosa e uma cena em que ele imaginava criar um filho com o garoto por quem era apaixonado, segundo pessoas que trabalharam na animação.

O criador Adrian Molina, um homem gay cujo personagem principal era inspirado em sua infância, deixou a produção. Em seu lugar, assumiram Madeline Sharafian e Domee Shi. Em entrevista à Folha, Sharafian mencionou que ela e Shi, ainda assim, fizeram esforços para preservar as raízes latinas do diretor no projeto.

Depois de 15 meses de atraso para trabalhos adicionais, “Elio” teve desempenho um pouco melhor nas sessões-teste do que nas primeiras exibições. Porém, o lançamento em 2025 tornou-se o maior fracasso da Pixar e causou à Disney prejuízo superior a US$ 100 milhões.

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