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Preço de carro cai e financiamento sobe, dizem entidades – 23/02/2026 – Eduardo Sodré

by Silas Câmara

O volume de crédito disponibilizado no setor automotivo mantém o crescimento em 2026, apesar das taxas acima de 20% ao ano. As vendas financiadas de carros, motos e veículos pesados somaram 616 mil unidades em janeiro, melhor resultado do setor para o mês desde 2008, segundo a B3 (Bolsa de Valores do Brasil e operadora do Serviço Nacional de Gravames).

Em 2025, 7,3 milhões de veículos foram comercializados por meio de parcelamento. O número foi o mais alto desde 2012.

Segundo a Anef (Associação das Nacional das Empresas Financeiras das Montadoras), o saldo do crédito para aquisição de veículos por pessoas físicas e jurídicas correspondeu a 4,3% do PIB em dezembro.

A entidade calcula que houve a liberação de R$ 284,4 bilhões para o financiamento de automóveis, motos, ônibus e caminhões ao longo do ano passado.

A taxa média no setor estava em 21,5% ao ano no fim de 2025, de acordo com a Anef. O resultado superou os atuais 15% da Selic (taxa básica de juros do país), mas ficou abaixo dos 26,4% da média geral do mercado.

Por outro lado, houve queda nos preços praticados entre os modelos zero-quilômetro. Em parceria com a consultoria Bright, a B3 indica uma redução média acumulada de 5,9% nos últimos 12 meses em relação ao mesmo período anterior. Pode parecer um contrassenso diante dos reajustes divulgados pelas montadoras, mas há outras questões envolvidas.

O lançamento de modelos mais em conta e com alto volume de vendas ajuda a puxar a média para baixo. Além disso, o aumento da concorrência, a formação de estoques e a necessidade de atrair clientes no varejo resultam em promoções.

Um exemplo é o que ocorre com a linha Citroën. Como as vendas seguem abaixo da capacidade de produção, os automóveis já chegam às lojas com preços reduzidos em relação ao divulgado oficialmente pelas marcas.

Um Basalt Feel 1.0 flex, cujo valor sugerido é de R$ 103.890, aparece por R$ 96.690 no site da marca e por R$ 92,5 mil em concessionárias de São Paulo.

Essa queda de valores tende a ser menor com a redução das taxas de juros esperada para 2026, já que o custo menor do crédito torna a compra a prazo mais interessante e diminui a necessidade de estimular a comercialização por meio de campanhas no varejo.

De acordo com o Boletim Focus de fevereiro, publicação que reúne estimativas de economistas e instituições financeiras do país, a taxa de juros deve cair dos atuais 15% ao ano para 12,25% ao longo de 2026. No fim de janeiro, o Copom (Comitê de Política Monetária), indicou que o primeiro corte deve ocorrer em março.


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