A Sabesp (Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo), empresa responsável pelo reservatório que se rompeu na cidade de Mairiporã nesta quarta-feira (11), comunicou nesta quinta-feira (12) que realizou uma reunião com moradores do bairro de Capoavinha (nome popular do bairro de Jardim Nery), afetado pelo incidente.
A empresa prevê pagar R$ 2.000 para moradores deslocados como ação inicial e afirmou ter disponibilizado uma van para o atendimento dos que vivem na área afetada. O pagamento é referente a residentes que tiveram o imóvel vistoriado e deve custear “urgências pontuais, como remédios e alimentação”, segundo detalhou.
O incidente ocorreu na Rua Jacarandá no bairro Jardim Nery na manhã desta quarta. A empresa afirmou que o reservatório estava abastecido e em período de testes, resultando em um vazamento de até 2 milhões de litros.
De acordo com a prefeitura local, o incidente deslocou 82 pessoas, sendo que 32 foram desabrigadas e 50 foram desalojadas.
A secretária Natalia Resende, da Semil (Secretaria de Meio Ambiente, Infraestrutura e Logística), indicou nesta quarta que a Sabesp ressarciria todos os afetados. A estimativa foi de 216 casas afetadas.
A prefeitura confirmou que houve um óbito e nove feridos, dos quais seis já receberam alta. O óbito foi de um trabalhador que atuava na obra da empresa de saneamento.
Nessa quinta também foi decretada situação de emergência no município e realizada a vistoria técnica dos imóveis afetados.
A Arsesp (Agência Reguladora de Serviços Públicos do Estado de São Paulo) e os órgãos municipais, além da própria Sabesp, iniciaram as investigações das causas do rompimento.
O governador do estado de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), afirmou em declaração feita na tarde de quarta que o acidente só pode ter sido causado por um erro da empresa: “Quando se tem um acidente como o que houve hoje [quarta], ou tem uma falha de projeto ou de execução e as duas coisas são inaceitáveis”.