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Semana de Design de São Paulo vai até dia 22; o que ver – 12/03/2026 – Ilustrada

by Silas Câmara

Se você cair de paraquedas hoje em São Paulo e quiser saber tudo o que rola de design na cidade, uma possibilidade é abrir o guia impresso da Semana de Design de São Paulo, festival que chega agora à sua 15ª edição. Está no informativo, dividido por distritos, um mapeamentos de lojas, espaços independentes, galerias, edifícios históricos, feiras de criativos e locais descolados da capital que lidam com design de uma forma ou de outra.

A Design Week, ou DW, como também é conhecida, entende design de forma ampla, englobando produtos tão diversos como pias e chuveiros para banheiros de casas de luxo, poltronas de dezenas de milhares de reais, cuias confeccionadas por indígenas da Amazônia, velas aromáticas, bijuterias criadas por designers de joia independentes e até biquínis com tecidos que absorvem a menstruação.

Para acessar os 150 locais que recebem a plaquinha da DW na porta, é preciso girar pela cidade —a alameda Gabriel Monteiro da Silva e os shoppings D&D e Lar Center concentram o design voltado para a casa, e por isso atraem mais arquitetos, decoradores e seus clientes. Já o Centro, a Barra Funda e a Santa Cecília, fáceis de andar a pé, são chamarizes para quem já mora nesses bairros ou está atrás daquela peça autoral assinada por designers independentes.

Diante de um escopo tão amplo que o festival se propõe a destacar, como definir o que é design? “O design tem múltiplas interpretações”, diz Lauro Andrade, o idealizador do evento. “Para a gente, design é um processo de entregar soluções para a sociedade, em diversas escalas, integrando forma e função, de forma sustentável. Design para a gente não é adjetivo —aquela cadeira tem design. A visão da Design Week foi de design como processo. Design em tudo, para todos, perto de você.”

Andrade destaca também o potencial turístico do festival, que segundo ele atrai cerca de 50 mil pessoas de fora da cidade de São Paulo para a capital. Ele estima que, durante o período da Semana de Design, que começou dia 5 de março e se estende até 22, cerca de 100 mil visitantes vão circular pelos muitos espaços do evento.

De olho neste movimento todo, muitas lojas e estúdios prepararam lançamentos —a Breton, marca de móveis de luxo, traz novas poltronas de Luisa Moysés, Bruno Niz e Victor Vasconcelos, designers em ascensão. O Studio Dieedro, de Jayme Bernardo, referência no design autoral brasileiro, tem bancos, buffets, mesas, luminárias e apoiadores criados para a Semana de Design.

Se a ideia for não incitar o desejo de compra, a Casa Dexco, no Conjunto Nacional, oferece uma programação de palestras, das quais vale destacar a com a arquiteta Maria Flores Loreto, diretora do escritório de Zaha Hadid. Independente deste evento, a Casa Dexco organiza os seus lançamentos ao redor do tema do tempo —o presente, o passado e o futuro—, e mostra produtos como torneiras para banheiro com revestimento que não desgasta e lixeira com mecanismo para evitar o mau cheiro.

De 19 a 22 de março, o Centro Cultural São Paulo recebe um braço de moda do evento, algo inédito em sua história. A ideia é destacar a moda circular e despertar para o consumo consciente de roupas. Isso vai se materializar com uma exposição de materiais reciclados e recicláveis, uma feira com designers de várias regiões do estado de São Paulo que mostram acessórios, vestuário e calçados com matérias-primas de reaproveitamento e também um desfile de moda.

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