A nova versão para o cinema de “O Morro dos Ventos Uivantes”, com Margot Robbie e Jacob Elordi, e o recente “Frankenstein” de Guillermo Del Toro nos lembram do motivo de clássicos serem chamados dessa forma. Em algum momento da vida, sempre voltamos a eles.
E quando se fala em clássicos da literatura, nem sempre as adaptações agradam a todos. A versão de Emerald Fennell para a história de Cathy e Heathcliff, em ‘O Morro’, por exemplo, foi criticada pela falta de fidelidade com a obra de Emily Brontë.
É possível, no entanto, conferir se outros cineastas foram mais felizes neste quesito, como William Wyler (‘A Princesa e o Plebeu’), cuja adaptação do clássico traz Laurence Olivier e Merle Oberon interpretando os personagens principais.
Além do streaming, o longa será exibido em sessão especial do Cine Belas Artes em 10 de março. Também está disponível nas plataformas a versão de 1992, com Juliette Binoche e Ralph Fiennes.
Outra obra da família Brontë, o clássico “Jane Eyre”, escrito por Charlotte, irmã de Emily, foi adaptado para o cinema e a TV inúmeras vezes. Em uma pesquisa no site IMDB (Internet Movie Database), são listadas cerca de 20 versões, a primeira de 1910.
Uma das mais conhecidas é de 1943, com Joan Fontaine como a órfã que se torna governanta na casa do misterioso e atormentado senhor Rochester, interpretado por Orson Welles. A mais recente, de 2011, é estrelada por Mia Wasikowska e Michael Fassbender.
Infelizmente, nem todas as adaptações estão disponíveis nos serviços de streaming, caso da dirigida por Franco Zeffirelli em 1996, com William Hurt e Charlotte Gainsbourg.
Além dos livros das irmãs Brontë, o clássico “Frankenstein” provavelmente está entre os campeões de versões cinematográficas. A mais marcante, e que imprimiu na cultura pop e cinéfila a imagem da criatura, é a de 1931, com Boris Karloff.
O longa foi produzido pela Universal, que na época investia em filmes de baixo custo e com alto rendimento. A produção era rápida para chegar logo às salas de cinema. O sucesso foi tamanho que o estúdio lançou uma série de derivados, como “A Noiva de Frankenstein” (1935), “O Filho de Frankenstein” (1939) e “Frankenstein Encontra o Lobisomem” (1943).
Desde então, a criação da escritora Mary Shelley inspirou inúmeros filmes de terror, mas também comédias adolescentes (“Lisa Frankenstein”, de 2025), comédias (“O Jovem Frankenstein”, de 1974) e ficções científicas (“Frankenstein contra o Monstro Espacial”, de 1965, e “Frankenstein, entre Anjos e Demônios”, de 2014).
Em 1994, o ator e diretor Kenneth Branagh lançou uma das versões mais ambiciosas do clássico, “Frankenstein de Mary Shelley”, produzida por Francis Ford Coppola. Além de dirigir, Branagh encarnou Victor Frankenstein, enquanto a criatura foi interpretada por Robert De Niro.
Para concluir, sugiro ‘As Irmãs Brontë’ (2016), um filme que, se não adapta um clássico, traz um panorama da vida de Charlotte, Emily e Anne, autora de ‘A inquilina de Wildfell Hall’. Escritoras na primeira metade do século 19, um tempo em que as mulheres não se revelavam nesta profissão, tiveram de adotar pseudônimos masculinos para publicar seus romances.
ONDE VER
A PAIXÃO DE JANE EYRE (1943)
Oldflix, para assinantes
JANE EYRE (2011)
AppleTV e Prime Video (aluguel e compra) e Claro Video (aluguel)
O MORRO DOS VENTOS UIVANTES (1939)
Streaming Belas Artes à La Carte e sessão no Cine Belas Artes no dia 10 de março, às 19h30, seguida de bate-papo. Ingressos já estão à venda no site do cinema.
O MORRO DOS VENTOS UIVANTES (1992)
AppleTV e Prime Video (aluguel e compra)
FRANKENSTEIN (1931)
ooke, Globoplay e NetMovies para assinantes; Prime Video e Apple TV (aluguel e compra)
A MANSÃO DE FRANKENSTEIN (1944)
Olflix, para assinantes
FRANKENSTEIN DE MARY SHELLEY (1994)
Prime Video e Apple TV (aluguel e compra) e Claro Video (aluguel)
AS IRMÃS BRONTË (2016)
Prime Video e Apple TV (aluguel e compra) e Claro Video (aluguel)
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