Os longas “Sirât”, do diretor Oliver Laxe, e “Sundays”, de Alauda Ruiz de Azúa, foram os grandes vencedores da 40ª edição do Goya, o principal prêmio do cinema espanhol, que aconteceu na noite deste sábado em Barcelona, na Espanha.
Rival de “O Agente Secreto” na corrida pelo Oscar de melhor filme internacional, “Sirât” concorria em dez categorias e venceu em seis delas –todas técnicas, como melhor som, música original, fotografia, montagem, direção de produção e direção de arte.
Já os prêmios principais, como melhor filme, direção e roteiro original foram para “Sundays”, que também ganhou os troféus de melhor atriz e de melhor atriz coadjuvante pelas atuações de Patricia López Arnaíz e Nagore Aramburu, respectivamente.
Além do Goya, “Sirât” já havia vencido o Prêmio do Júri em Cannes em 2025. No Oscar, além de filme internacional, também concorre a melhor som.
O filme “Surda”, que acompanha uma mãe surda e os desafios que ela enfrenta no dia a dia (que já havia vencido o prêmio do público na seção Panorama do Festival de Berlim), saiu com três prêmios: melhor nova diretora (Eva Libertad), melhor ator coadjuvante (Álvaro Cervantes) e melhor nova atriz (Miriam Garlo). O Goya de melhor ator foi para José Ramón Soroiz, por “Maspalomas”. O de melhor novo ator ficou com Toni Fernández Gabarre, por “Sleepless City”.
Em meio ao ataque americano ao Irã e o a contra-ofensiva deste no Oriente Médio, a cerimônia de premiação do Goya teve tons políticos. O apresentador Luis Tosar abriu a noite usando um broche com a palavra Palestina e condenou o que chamou de genocídio em Gaza, com aplausos da plateia. Vários vencedores subiram ao palco com broches de “Palestina Livre” ou “Pare o genocídio”.
Em seu discurso, o roteirista Joaquín Oristrell, vencedor da categoria de melhor roteiro adaptado por “La Cena” mencionou “ditadores que governam por caprichos, negam a violência de gênero e as mudanças climáticas, e deportam imigrantes”, sem citar nomes.
Veja a seguir a lista completa de vencedores do Goya 2026
Melhor Filme: “Sundays”
Melhor Direção: Alauda Ruiz de Azúa (“Sundays”)
Melhor Atriz: Patricia López Arnaíz (“Sundays”)
Melhor Ator: José Ramón Soroiz (“Maspalomas”)
Melhor Nova Diretora: Eva Libertad (“Surda”)
Melhor Roteiro Original: Alauda Ruiz de Azúa (“Sundays”)
Melhor Roteiro Adaptado: Joaquín Oristrell, Manuel Gómez Pereira e Yolanda García (“La Cena”)
Melhor Direção de Arte: Laia Ateca (“Sirāt”)
Melhor Ator Coadjuvante: Álvaro Cervantes (“Surda”)
Melhor Atriz Coadjuvante: Nagore Aramburu (“Sundays”)
Melhor Nova Atriz: Miriam Garlo (“Surda”)
Melhor Novo Ator: Toni Fernández Gabarre (“Sleepless City”)
Melhor Documentário: Albert Serra (“Tardes de Solidão”)
Melhor Filme de Animação: “Decorado” — Alberto Vásquez, Chelo Loureiro, Iván Miñambres, José María Fernández de Vega
Melhor Som: Amanda Villavieja, Laia Casanovas e Yasmina Praderas (“Sirāt”)
Melhor Música Original: Kangding Ray (“Sirāt”)
Melhor Fotografia: Mauro Herce (“Sirāt”)
Melhor Montagem: Cristóbal Fernández (“Sirāt”)
Melhor Direção de Produção: Oriol Maymó (“Sirāt”)
Melhor Canção Original: Alba Flores e Sílvia Pérez Cruz (“Flowers for Antonio”)
Melhores Efeitos Especiais: Paula Gallifa Rubia e Ana Rubio (“Los Tigres”)
Melhor Figurino: Helena Sanchís (“La Cena”)
Melhor Maquiagem e Penteado: Ana López-Puigcerver, Belén López-Puigcerver e Nacho Díaz (“The Captive”)
Melhor Filme Ibero-Americano: “Belén” — Dolores Fonzi (Argentina)
Melhor Filme Europeu: “Valor Sentimental” — Joachim Trier
Melhor Curta de Ficção: “Angulo Muerto” — Cristian Beteta
Melhor Curta de Animação: “Gilbert” — Jordi Jiménez, Arturo Lacal e Alex Salu
Melhor Curta Documental: “El Santo” — Carlo D’Ursi
Goya Honorário: Gonzalo Suárez
Goya Internacional Honorário: Susan Sarandon