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SP-Arte: Nara Roesler faz 50 anos, FDAG, 25 anos – 23/03/2026 – Plástico

by Silas Câmara

Num momento em que galerias de peso vêm fechando as portas mundo afora, da Blum, em Los Angeles, à Stephen Friedman, em Londres, movimentos que chacoalharam o mercado, o Brasil parece viver um cenário ao contrário, senão de demonstração de força, ao menos de resiliência. A próxima SP-Arte, marcada para abril, vai celebrar os 50 anos da trajetória da galerista Nara Roesler, os 25 anos de estrada da Fortes D’Aloia & Gabriel, uma das maiores casas do país, e uma década de trabalho do centro cultural Auroras, convidado da feira.

São marcos robustos numa cena atravessada por crises e tensões. Nara Roesler, que começou trabalhando como marchande independente na década de 1970, no Recife, hoje está à frente de um dos maiores impérios das artes visuais do país, com galerias em São Paulo, no Rio de Janeiro e em Nova York, onde tem um espaço no Chelsea vizinho das grandes casas do mundo.

Liderada por Márcia Fortes, hoje à frente de um quadro de seis sócios, a Fortes D’Aloia & Gabriel acaba de ampliar seus domínios em São Paulo, com uma sede nos Jardins além do grande galpão de ares industriais que mantém na Barra Funda, e tem ainda a Carpintaria, sua galeria-satélite, no Rio de Janeiro. No elenco, estão alguns dos maiores nomes da arte contemporânea, entre eles Beatriz Milhazes, Ernesto Neto, Robert Mapplethorpe e Wanda Pimentel.

Na feira que toma o pavilhão da Bienal de São Paulo, no parque Ibirapuera, Nara Roesler conversa com o professor e crítico Miguel Chaia, e Márcia Fortes recebe o artista Ernesto Neto, o crítico Ivo Mesquita e a artista Tadáskía. Já o Auroras, espaço no Morumbi tocado por Ricardo Ortiz Kugelmas, festeja uma década de estrada, em parceria com o Solar do Abacaxis, do Rio de Janeiro, com uma mostra do artista Luiz Paulino, sobrevivente do massacre do Carandiru, na feira paulistana.

VERY VIP Datas redondas à parte, esta 22ª edição da maior feira de arte do continente terá uma série de convidados de peso, de algumas das maiores instituições de arte do mundo, num momento em que o Brasil e latinidades afins estão na crista da onda.

Entre os VIPs que darão as caras no pavilhão da Bienal de São Paulo, no parque Ibirapuera, estão Brinda Kumar, do Metropolitan, em Nova York, Mari Carmen Ramírez, do Museu de Belas Artes de Houston, o colecionador americano Will Palley, do conselho do Guggenheim, em Nova York, e Jennifer Inacio, do Pérez Art Museum, em Miami, nos Estados Unidos.


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