Uma mulher morreu na noite desta terça-feira (24) após três dias internada em estado gravíssimo em Botucatu, no interior de São Paulo. Segundo a Polícia Civil, ela foi baleada pelo ex-companheiro, que também é suspeito de ter matado o atual marido dela no mesmo ataque, ocorrido no sábado (21).
O suspeito foi preso no domingo (22). De acordo com os investigadores, ele confessou o crime. A prisão foi mantida após audiência de custódia realizada na terça-feira (23). A reportagem tentou contato por telefone na tarde desta quarta (25) com o escritório do advogado ele, mas não obteve retorno.
Conforme a investigação, o suspeito atirou contra o carro em que estavam a ex-companheira, o atual marido dela e duas crianças —um menino de 8 anos, filho do ex-casal, e uma menina de 7 anos, enteada dela.
O homem morreu no local. A mulher foi socorrida e levada ao Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina de Botucatu, mas não resistiu aos ferimentos.
Após os disparos, o veículo bateu contra um poste. Segundo a polícia, o suspeito retirou o filho do carro e fugiu com a criança. Nenhuma das crianças foi atingida pelos tiros, mas a menina sofreu ferimentos leves na colisão. Ela recebeu atendimento e foi liberada.
O suspeito foi localizado em uma estrada rural entre Botucatu e Pardinho. De acordo com a Polícia Civil, ele não apresentou resistência à prisão. O filho dele foi entregue ao avô paterno.
A Secretaria da Segurança Pública informou que o caso é investigado sob segredo de Justiça pela Delegacia de Investigações Gerais como homicídio, feminicídio, tentativa de homicídio contra menor de 14 anos e sequestro e cárcere privado.
Dois dias antes do crime, na quinta-feira (19), o suspeito teria discutido com a ex-companheira na porta da escola do filho. Após o episódio, ela registrou boletim de ocorrência e solicitou medida protetiva, que foi negada na sexta-feira (20).
Procurado, o Tribunal de Justiça de São Paulo afirmou que processos envolvendo medidas protetivas tramitam sob segredo de Justiça.