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Tamanho importa, diz CEO da Sabesp sobre comprar a Copasa – 17/03/2026 – Economia

by Silas Câmara

O presidente da Sabesp, Carlos Piani, reforçou nesta terça-feira (17) que a companhia tem interesse em participar da privatização da Copasa, estatal mineira de água e esgoto.

Em conferência de apresentação de resultados, Piani destacou que um dos fatores que tornam a operação atraente é o porte da Copasa e sua relevância no setor de saneamento.

“Quando olhamos oportunidades inorgânicas, tentamos focar negócios maiores. Fazer um negócio muito pequeno, ainda que com retorno elevado, seria quase irrelevante para os acionistas. Tamanho importa para nós”, disse.

Segundo ele, dois pilares principais vão sustentar a decisão da Sabesp de participar ou não da privatização.

“O primeiro é como estará estruturado o marco regulatório, além do preço. O segundo é como será a oferta ou o processo de bookbuilding.”

A privatização da Copasa está em fase final de definição das regras. Em dezembro de 2025, a Assembleia Legislativa de Minas Gerais aprovou o projeto de lei que permite a desestatização da companhia.

Ainda resta definir a modelagem da operação e como se dará a saída do governo do controle da companhia, se via diluição das ações no mercado, sem investidor estratégico, ou com um acionista de fatia relevante.

Durante a apresentação, Piani disse que o cronograma da privatização tem sido bastante desafiador, e as decisões regulatórias ficaram atrasadas em relação ao processo. Como exemplo, ele citou um atraso na renovação do contrato com a capital, Belo Horizonte, e a Copasa.

“Isso será crítico para nós para inferir qual será a dinâmica econômica e a divisão do bolo de lucros do negócio, já que isso envolve um pouco mais de 30% da operação. A partir daí, podemos extrapolar essa regra, com algum grau de probabilidade, para os demais municípios. Esse é um pilar”, afirmou.

Sobre o processo competitivo da privatização, o CEO da Sabesp ponderou que ainda está em aberto se o desenho da operação favorecerá mais investidores financeiros ou operadores estratégicos.

“No fim das contas, existem boas empresas e bons investimentos. Nós sempre vamos tentar fazer bons investimentos em boas empresas. Nem sempre isso é viável. Então, essas condições serão necessárias para avançarmos nessa oportunidade”, afirmou.

Na apresentação de resultados, Piani também falou sobre outras frentes de expansão para a Sabesp. No estado de São Paulo, por exemplo, ele disse que a companhia está perseguindo negócios menores.

“Estamos defendendo nosso território. É a nossa geografia. Então buscamos oportunidades de expansão adjacente”, disse.

Segundo o executivo, a companhia já fechou operações em dois ou três municípios pequenos e segue analisando novas oportunidades, independentemente do Universaliza SP —programa do governo paulista para estruturar concessões de água e esgoto no estado.

“Se essa operação [Universaliza SP] sair neste ano, estaremos prontos para avaliar a oportunidade e acho que seremos competitivos, dado que isso está no nosso quintal.”

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