São Paulo
Em abril, novas exposições movimentam museus, centros culturais e galerias de São Paulo. As mostras abordam temas como a presença indígena na Amazônia, o trabalho urbano e trajetórias marcantes da cultura brasileira e latino-americana. Veja os destaques a seguir.
Quadro ‘Guardião Espiritual do Gengibre’, parte da exposição ‘Santiago Yahuarcani: o Princípio do Conhecimento’, no Masp
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Cortesia do artista e Crisis Galería
Colectivo Acciones de Arte: Democracia Radical
Revisita ações realizadas pelo grupo chileno entre 1979 e 1985, em meio à ditadura no país. Fotografias, filmes e documentos revelam intervenções rápidas e muitas vezes anônimas, feitas para driblar a censura e projetar as relações entre arte e política. Na lista de obras, aparecem registros da principal ação, chamada “NO+”. A iniciativa espalhou o texto “Não mais” pela cidade, que era completado por cidadãos.
Masp – av. Paulista, 1.578, Bela Vista, região central. De 7/4 a 2/8. Ter., das 10h às 20h. Qua. e qui., das 10h às 18h. Sex., das 10h às 21h. Sáb. e dom., das 10h às 18h. Ingr.:R$ 85 (inteira) em masp.org.br/ingressos. Grátis as terças e sextas à partir das 18h
Denilson Baniwa: Yawara Akanga
Com 15 obras recentes, a mostra aprofunda a investigação do artista sobre a presença não indígena no rio Negro e na Amazônia. Criadas com pigmentos naturais, carvão e penas, as peças reorganizam imagens de arquivos coloniais, cosmologias indígenas e referências científicas para pensar o mundo contemporâneo.
A Gentil Carioca São Paulo – tv. Dona Paula, 108, Higienópolis, região central. De 8/4 a 23/5. Seg. a sex., das 10h às 19h. Sáb., das 11h às 17h. Grátis
Existe uma Vida Inteira que Tu Não Conhece
Reúne cerca de 40 obras do artista brasileiro Allan Weber. Ele usa da cidade e do cotidiano dos motoboys como campo de observação do trabalho urbano. Esculturas, fotografias, vídeos e instalações partem de materiais e experiências das ruas para expor tensões entre circulação, sobrevivência e reconhecimento social. Weber expõe pela primeira vez em um ambiente institucional brasileiro. Em 2025, um dos seus trabalhos ganhou projeção nacional, quando o rapper Oruam posou para uma capa de revista com uma obra sua, um fuzil feito de câmeras fotográficas.
Instituto Tomie Ohtake – av. Faria Lima, 201, Pinehiros, região oeste. Até 24/5. Ter. a dom., das 11h às 19h. Grátis
Faap na Coleção do MAM São Paulo: a Formação do Artista
Reunindo cerca de 160 obras de 85 artistas que estudaram ou lecionaram na Fundação Armando Alvares Penteado (Faap), entre eles Vik Muniz, José Leonilson, Nelson Leirner, Carmela Gross e Leda Catunda. O percurso reflete sobre como ensino, prática e reconhecimento institucional se entrelaçam.
MAB Faap- r. Alagoas, 903, Higienópolis, região central. Até 28/6. Ter. a dom., das 10h às 18h. Grátis
Macunaíma é Duwid
Revisita de forma crítica a obra “Macunaíma – o herói sem nenhum caráter”, de Mário de Andrade. Reúne 100 itens, entre pinturas, gravuras, esculturas e documentos, e propõe deslocar a leitura do personagem ao relacioná-lo a Duwid, uma figura de cosmologias indígenas do norte do Brasil.
Pinacoteca (Pina Estação)- lg. General Osório, 66, Santa Ifigênia, região central. Qua. a seg., das 10h às 18h. Ingr.: R$ 40 (inteira). Grátis aos sábados e 2º domingo do mês
Ocupação Ana Botafogo
A primeira Ocupação de 2026 do Itaú Cultural homenageia a bailarina em um percurso que atravessa cinco décadas de carreira e seu papel na popularização do balé no Brasil. Tem cerca de 200 itens do acervo pessoal da artista, entre fotografias, vídeos, figurinos e objetos de cena. O percurso acompanha a formação internacional, a atuação como primeira-bailarina do Theatro Municipal do Rio de Janeiro e seu compromisso permanente com a educação e o acesso à arte.
Itaú Cultural- av. Paulista, 149, Bela Vista, região central. Até 21/6. Ter.a sáb., das 11h as 20h. Dom., das 11h às 19h. Grátis
Sala de Vídeo: Oscar Muñoz
O espaço apresenta três vídeos do artista colombiano, que pesquisa sobre a impermanência da imagem e da memória. Inserida em um contexto marcado pela violência e pelos desaparecimentos na Colômbia, a obra de Muñoz trabalha com o apagamento das imagens e relaciona processos visuais a questões históricas e políticas. Ao usar água, pó de carvão e o próprio corpo, os vídeos mostram a fragilidade dos registros e a instabilidade da lembrança.
Masp – av. Paulista, 1.578, Bela Vista, região central. De 2/4 a 21/6. Ter., das 10h às 20h. Qua. e qui., das 10h às 18h. Sex., das 10h às 21h. Sáb. e dom., das 10h às 18h. Ingr.:R$ 85 (inteira) em masp.org.br/ingressos. Grátis as terças e sextas à partir das 18h
Santiago Yahuarcani: o Princípio do Conhecimento
A primeira individual no Brasil de Santiago Yahuarcani, artista do povo uitoto, grupo indígena amazônico presente entre o sul da Colômbia e o norte do Peru. Com 35 obras, a mostra é divida em cinco núcleos que relacionam temas como criação, trauma e resistência. Como em “Lugar quente”, que mostra figuras humanas de cabeça para baixo, pessoas sendo jogadas em uma fogueira e movimentos de perseguição.
Masp – av. Paulista, 1.578, Bela Vista, região central. De 2/4 a 21/6. Ter., das 10h às 20h. Qua. e qui., das 10h às 18h. Sex., das 10h às 21h. Sáb. e dom., das 10h às 18h. Ingr.:R$ 85 (inteira) em masp.org.br/ingressos. Grátis as terças e sextas à partir das 18h