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Galeria Uffizi, em Florença, é alvo de ataque cibernético – 03/04/2026 – Ilustrada

by Silas Câmara

A Galeria Uffizi, em Florença, afirmou nesta sexta-feira ter sido alvo de um ataque cibernético no início deste ano, mas negou uma reportagem de um jornal que afirmava que o incidente causou uma grande falha de segurança ou roubo de dados.

A declaração veio após o jornal Corriere della Sera noticiar que o ataque havia esvaziado os servidores da Uffizi e levado à transferência emergencial de joias valiosas para o Banco da Itália.

A Uffizi afirmou ter sido alvo de um ataque cibernético em 1º de fevereiro, mas acrescentou que nada foi roubado e nenhuma informação foi perdida. Também negou que os hackers tenham obtido mapas de segurança ou que os telefones dos funcionários tenham sido invadidos.

A Galeria Uffizi exibe algumas das obras de arte mais célebres da Itália, incluindo as pinturas “O Nascimento de Vênus” e “Primavera”, de Botticelli, além do “Tondo Doni”, de Michelangelo.

O jornal Corriere noticiou que hackers haviam se infiltrado na rede da Galeria Uffizi, do Palácio Pitti e do Jardim Boboli, assumido o controle do servidor de fotos e enviado um pedido de resgate para o telefone pessoal do diretor da Uffizi, Simone Verde.

A Uffizi afirmou que existe um backup completo do servidor de fotos.

O museu também esclareceu que o fechamento de uma seção do Palácio Pitti e a subsequente remoção de objetos de valor para o Banco da Itália estavam relacionados a obras de reforma planejadas para o outono passado e não tinham nenhuma relação com o ataque cibernético.

A Uffizi acrescentou que a substituição de suas câmeras de vigilância, mencionada na reportagem, havia sido recomendada pela polícia para 2024. A modernização foi acelerada após ladrões terem atacado o Museu do Louvre, em Paris, no ano passado, roubando joias avaliadas em US$ 102 milhões que ainda estão desaparecidas.

A Uffizi acrescentou que a substituição de suas câmeras de vigilância, mencionada na reportagem, foi recomendada pela polícia para 2024. A atualização foi acelerada depois que ladrões atacaram o Museu do Louvre, em Paris, no ano passado, roubando joias avaliadas em US$ 102 milhões que ainda estão desaparecidas. “As câmeras estavam sendo substituídas há um ano. A situação era completamente diferente da do Louvre. As galerias tinham câmeras, mas eram analógicas e agora são digitais”, afirmou a Galeria Uffizi.

Em março, três pinturas dos mestres franceses Pierre-Auguste Renoir, Paul Cézanne e Henri Matisse foram roubadas de um museu no norte da Itália.

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