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Live Nation,produtora de shows, é acusada de monopólio – 04/03/2026 – Ilustrada

by Silas Câmara

A Live Nation, gigante do setor de shows e proprietária da Ticketmaster, foi acusada pela Justiça americana de monopólio para sufocar a concorrência, domínio do mercado de ingressos e de extrair dinheiro dos fãs por meio de preços elevados e taxas adicionais.

“Estamos aqui porque eles fazem mau uso de seu poder de mercado”, disse David Dahlquist, advogado da divisão antitruste do Departamento de Justiça dos Estados Unidos, em sua declaração de abertura do tão aguardado julgamento antitruste movido pelo governo no Tribunal Distrital em Manhattan. “Eles obtêm seus lucros por meio de ações ilegais”, afirmou.

O governo afirma que a Live Nation mantém seu domínio sobre a indústria musical com táticas de pressão, incluindo a exigência de que artistas usem seus serviços de promoção para se apresentar em seus anfiteatros. Grandes casas de shows, segundo o governo, são pressionadas a assinar contratos com a Ticketmaster diante da perspectiva de perder as turnês populares que a empresa controla.

Como solução, o governo busca desmembrar a empresa —basicamente desfazendo a fusão de 2010 entre Live Nation e Ticketmaster, que um dia aprovou e que agora culpa por criar um colosso sem igual no mundo do entretenimento ao vivo.

“Este caso é sobre poder”, disse Dahlquist, “o poder de um monopolista de controlar a concorrência”. A Live Nation disse ao júri que as acusações são falsas.

Embora seja de longe a maior potência da música ao vivo, David Marriott, advogado da Live Nation, disse que a empresa não é um monopólio. Em vez disso, argumentou que ela tem margens de lucro mínimas, luta por cada contrato em um negócio hipercompetitivo e não faz ameaças. Os clientes no centro do caso do governo, argumentou, são contrapartes poderosas e sofisticadas: artistas superastros e grandes casas de shows pertencentes a poderosas empresas de entretenimento.

“Este mercado é mais competitivo do que jamais foi”, disse Marriott. Segundo ele, a empresa é dedicada a servir os artistas e entregar um produto que os fãs apreciam dentro dos limites da lei.

O caso, que o governo apresentou há quase dois anos, tem o potencial de remodelar a lucrativa indústria de turnês. Desde que a Live Nation se fundiu com a Ticketmaster em 2016, os preços dos ingressos —e os faturamentos sobre as turnês de artistas— subiram a níveis recordes. Mas a Live Nation e a Ticketmaster têm enfrentado reclamações constantes de empresas rivais de turnês e venda de ingressos que afirmam que a competição é injusta.

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