Faz tempo que Ruy Castro, 78, é conhecido como o escritor premiado por obras como as biografias de Garrincha e Carmen Miranda. Mas, antes de alcançar o sucesso com os livros, sua pretensão era outra: ser jornalista.
Sua paixão pela escrita surgiu pouco depois do berço. Ruy diz que se alfabetizou por volta dos quatro anos e meio, com sua mãe lendo o jornal para ele. Assim que decifrou o significado e os sons daqueles símbolos impressos, ficou apaixonado.
“Sempre pensei em viver das palavras. Mas não da palavra escrita em livros, e sim da palavra escrita em jornal. Quando você aprende a ler no jornal, é diferente de aprender na cartilha. O jornal é a palavra em ação”, conta em seu curso na CasaFolha, disponível para assinantes no site casafolhasp.com.br.
É possível se vincular à plataforma pelo endereço casafolhasp.com.br/assine. A assinatura, com desconto promocional de 67%, sai por R$ 19,90 por mês no plano anual (R$ 59,90 sem a promoção) e inclui acesso ilimitado a todas as notícias da Folha no site e no aplicativo para celular e tablet.
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Ruy trabalhou em jornais e revistas até os 40 anos de idade, sem nunca pensar em ser escritor. Atuou nas principais Redações do país.
“Quando eu passei a trabalhar com livros, eu comecei a perceber que jornalistas que queriam ser escritores de livros tinham vergonha de ser jornalistas. Eu nunca tive”, afirma na plataforma de streaming lançada pela Folha.
“Eu nunca na vida achei que ser escritor era nobre e ser jornalista era pobre. Nunca. Sempre achei que ser jornalista era a melhor coisa que podia me acontecer. Nunca tive outra ideia na vida, nunca tive outra ambição.”
Na CasaFolha, Ruy Castro ensina técnicas para a escrita de não ficção. Ele fala desde a rotina do escritor até a participação na divulgação da obra, passando por todas as etapas entre uma coisa e outra: projeto, pesquisa, truques para entrevistas, organização do material, métodos para melhorar o texto, edição, seleção de imagens, título.
Em uma das aulas, ele relembra como se deu a transição para o mundo dos livros. Diz que, nos anos 1980, começou a pensar em histórias mais extensas, que não caberiam em reportagens de jornais nem de revistas.
Como tinha contato com a Companhia das Letras, uma editora então incipiente, resolveu arriscar. “Eu tive a ideia fazer uma história da bossa nova. Ela foi aceita, eu comecei e até hoje não pude parar.”
E não é força de expressão. No ano passado, Ruy lançou “Trincheira Tropical”, que trata do impacto da Segunda Guerra Mundial no Rio de Janeiro. Agora se prepara para pôr na praça mais um livro: “Eu Gosto de Música”, que reunirá colunas publicadas na Folha.
Sua dedicação às palavras é um dos temas abordados no curso da CasaFolha, que também oferece aulas com outros escritores consagrados na Jornada Literária: Rosa Montero, Itamar Vieira Junior, Carla Madeira e Tati Bernardi.
Ao todo, a CasaFolha já tem 34 cursos exclusivos comandados por grandes personalidades em diferentes áreas, como o ex-ministro Pedro Malan, que explica como analisa a economia, o cineasta José Padilha, que aborda a arte de contar histórias, e a chef Helena Rizzo, que fala sobre alta gastronomia.
Além disso, novos conteúdos são incluídos todos os meses na plataforma. Em fevereiro, por exemplo, estreou o curso de jornalismo com Sérgio Dávila, diretor de Redação da Folha. Em março, no dia 19, será a vez de Clóvis de Barros Filho, com aulas exclusivas de filosofia.
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