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Secretário de Cultura de SP é vaiado na abertura da MITsp – 06/03/2026 – Ilustrada

by Silas Câmara

Na abertura da MITsp, realizada na noite desta sexta-feira (6) no Teatro Liberdade, o secretário municipal de Cultura e Economia Criativa de São Paulo, Totó Parente —que integra a gestão de Ricardo Nunes (MDB)— foi recebido com vaias, ataques e questionamentos do público. Parte das críticas se concentrou no fechamento do Teatro de Contêiner, tema que tem mobilizado a classe teatral da cidade.

Em resposta, Parente afirmou que a prefeitura abriu cinco novas salas de teatro, todas localizadas em regiões periféricas. Disse também não se incomodar com as vaias e afirmou já ter estado “do lado de quem vaia”. “Eu fui do movimento estudantil”, declarou, citando ainda seu “camarada” Fidel Castro.

Já no fim do discurso, enquanto a música começava a tocar para sinalizar o encerramento de sua fala, o secretário gritou “viva a democracia”, o que provocou vaias ainda mais fortes. Ao longo da intervenção, ele reforçou que críticas fazem parte do jogo democrático.

Vaias a secretários de Cultura da prefeitura paulistana não são incomuns na MITsp, cuja abertura em anos recentes também registrou episódios semelhantes. Nesta sexta, porém, a reação foi mais intensa do que o habitual, em meio às tensões entre a classe teatral e o poder público, especialmente após a realocação do Teatro de Contêiner.

A prefeitura retomou a área ocupada do teatro em janeiro deste ano. Embora a Cia. Mugunzá, gestora do espaço, tenha concordado em deixar a sua atual sede na rua dos Gusmões para um terreno municipal na rua Helvétia, o grupo afirma não ter recursos para a mudança, que envolve a desmontagem, transferência e remontagem dos 16 contêineres marítimos que formam o teatro.

O grupo diz que a gestão Nunes disponibilizou R$ 100 mil para o serviço, mas o custo total seria de R$ 2 milhões —valor que teria sido estimado pela própria prefeitura. Afirma também que a administração municipal trata os integrantes da companhia como infratores.

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