Ai, meu Deus, repetia, animado, Joe Keery, no palco principal do Lollapalooza na tarde deste domingo (22). Conhecido por encarnar Steve Harrington, um dos personagens mais populares da série “Stranger Things“, ele mandou um alô para os brasileiros, disse que estava com calor e resumiu seu repertório indie, com três discos, ao longo de uma hora.
No festival, porém, Keery apresentou outra persona —Djo, nome que escolheu para tocar a sua carreira musical após ficar famoso com a série da Netflix. E, embora escalado para o fim de tarde, período tradicionalmente menos prestigiado no festival, o artista encontrou a plateia mais lotada desse horário se comparado aos outros dois dias de evento, que acontece no Autódromo de Interlagos, em São Paulo, desde esta sexta (20).
Djo faz canções meio indie, meio rock, algo um tanto melancólico e contemplativo. O americano ainda é pouco conhecido pelo lado musical —seu único grande sucesso foi “End of Beginning”, que viralizou no TikTok, deixada para o final do show.
Na letra da faixa, ele fala sobre a saudade de Chicago, cidade onde cresceu e aprendeu a ser artista. Primeiro parte de uma banda pequena, a Post Animal, Keery logo se viu engolido pelos monstros de “Stranger Things” e pela fama, com a qual demorou a se acostumar.
Decidiu, então, que um jeito de desopilar a cabeça era se dedicar à música, paixão que era hobby antes de virar trabalho. Agora ele viaja pelo mundo com a turnê do disco “The Crux”, lançado no ano passado.
No palco, Djo não faz nenhuma menção a “Stranger Things”, ainda que este seja o motivo pelo qual grande parte do público estivesse ali —alguns até com camisetas temáticas da obra.
O show é simpático, mas Djo ainda chama mais a atenção por causa do seu rosto, hoje muito conhecido, do que pela música que faz, algo um tanto parecido com muito indie que se ouve por aí. Ele quer ser aceito como cantor, mas ainda precisa de mais identidade, no palco e no estúdio —mais ou menos como o seu Steve, tão cheio de personalidade.