Sam Altman e Elon Musk
Fotos: Reuters
Um júri dos Estados Unidos decidiu nesta segunda-feira (18) contra Elon Musk no processo em que o bilionário acusava a OpenAI, dona da inteligência artificial ChatGPT, de ter se afastado de sua missão original.
Os jurados concluíram que a empresa não pode ser responsabilizada pelas acusações de Musk de ter visado ao lucro e deixado de priorizar o desenvolvimento da IA para o benefício da humanidade.
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O julgamento começou em 28 de abril e foi visto como um momento importante para o futuro da OpenAI e da inteligência artificial de forma geral, especialmente no debate sobre como essa tecnologia deve ser usada e quem deve lucrar com ela.
Atualmente, a inteligência artificial é utilizada em diversas áreas, como educação, reconhecimento facial, consultoria financeira, jornalismo, pesquisas jurídicas, diagnósticos médicos e até na criação de vídeos falsos conhecidos como “deepfakes”.
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Ao mesmo tempo, a tecnologia desperta desconfiança e preocupação, principalmente pelo temor de que substitua empregos.
O veredicto foi anunciado após 11 dias de depoimentos e debates no tribunal, marcados por questionamentos sobre a credibilidade tanto de Musk quanto de Sam Altman, dono da OpenAI.
Os dois lados se acusaram mutuamente de priorizar interesses financeiros em vez do benefício público.
Na fase final do julgamento, o advogado de Musk, Steven Molo, afirmou aos jurados que várias testemunhas colocaram em dúvida a sinceridade de Altman ou chegaram a chamá-lo de mentiroso.
Ele também destacou que Musk evitou afirmar, durante o julgamento, que era totalmente confiável.
“A credibilidade de Sam Altman está diretamente em jogo”, disse Molo. “Se vocês não acreditarem nele, eles não podem vencer.”
Entenda a disputa
Elon Musk é interrogado por Russell Cohen, advogado da Microsoft, durante o processo de Musk sobre a conversão da OpenAI para lucro em um tribunal federal em Oakland, Califórnia, EUA, em 30 de abril de 2026, em um retrato no tribunal.
REUTERS/Vicki Behringer
Musk acusou a OpenAI de tentar enriquecer investidores e pessoas ligadas à organização às custas da missão original da empresa, além de não dar prioridade à segurança da inteligência artificial.
Segundo ele, a Microsoft sabia desde o início que a OpenAI estava mais focada em lucro do que em altruísmo.
A OpenAI rebateu dizendo que Musk demorou demais para alegar quebra do acordo original e afirmou que foi o próprio empresário quem passou a demonstrar maior interesse financeiro no setor de IA.
“O Sr. Musk pode ter o toque de Midas — expressão usada para descrever alguém que transforma quase tudo em sucesso ou lucro — em algumas áreas, mas não em inteligência artificial”, afirmou William Savitt, advogado da OpenAI, na argumentação final.
A OpenAI disputa espaço no mercado de IA com empresas como a Anthropic e a xAI e se prepara para uma possível abertura de capital que pode avaliar a companhia em cerca de US$ 1 trilhão (cerca de R$ 7,2 trilhões).
Um executivo da Microsoft afirmou no julgamento que a empresa já investiu mais de US$ 100 bilhões em sua parceria com a OpenAI.
Já a xAI, de Musk, agora integra a SpaceX, que também prepara uma abertura de capital que pode superar a da OpenAI em tamanho.
Autor Original
Elon Musk perde processo contra a OpenAI
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