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Mães solo lutam por mais pensão na Alemanha – 08/04/2026 – Tv Folha

by Silas Câmara

Mais da metade de todas as famílias monoparentais na Alemanha não recebe apoio financeiro de um ex-parceiro, segundo números oficiais. É o caso de Delia Keller. O ex-parceiro dela parou de pagar pensão alimentícia e deixou a família numa situação difícil.

“Eu trabalho, tenho duas crianças para cuidar. Isso significa que enfrento grandes desafios estruturais. Trabalho menos horas porque estou criando duas crianças sozinha e, além disso, sou penalizada financeiramente porque o outro genitor não paga pensão alimentícia”, diz Delia.

41% dos pais solo correm o risco de viver na pobreza. E a maioria deles são mulheres. Embora o governo alemão ofereça um “empréstimo” quando um dos pais não paga a pensão alimentícia, Delia afirma que isso não compensa o que é devido por lei.

Por isso, ela decidiu lutar por um valor maior e criou uma petição. Quase 130 mil pessoas assinaram. Ela entregou a petição ao Parlamento alemão, onde suas reivindicações serão debatidas.

O partido A Esquerda apoia a causa. A porta-voz da legenda para pais solo, a deputada Mareike Hermeier, também precisou recorrer à pensão alimentícia.

“Tornei-me mãe solteira quando minha filha tinha quase um ano – meu ex-parceiro decidiu não pagar pensão alimentícia, e cobrá-la também foi muito difícil. No fim, minha filha e eu fomos as que mais sofremos. Isso acontece com centenas de milhares de pessoas na Alemanha, e não deveria ser assim”, afirma.

Enquanto o governo propõe apoio financeiro extra para famílias monoparentais, há quem defenda punições mais severas contra pais ausentes.

“A falta de pagamento de pensão alimentícia é, essencialmente, abuso financeiro. É claramente uma reação à separação. E, dessa forma, perpetra-se violência. E isso é inaceitável”, diz Saskia Esken, deputada do Partido Social-Democrata (SPD). Ainda é preciso chegar a um acordo sobre medidas concretas.

“Se alguém precisar de ajuda e apoio, receberá o necessário. Mas nada além disso”, afirma o deputado Ralph Edelhäusser, da União Social-Cristã (CSU).

No Brasil, a falta de pagamento de pensão alimentícia pode levar a até três meses de prisão. E a dívida não é cancelada com a detenção e continua acumula.

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