As perdas diretas de produtividade econômica feminina por afastamento no trabalho devido a sintomas da menopausa podem passar de R$ 2 bilhões por ano no Brasil, segundo estudo do Instituto Esfera de Estudos e Inovação, frente de pesquisa do Esfera Brasil.
O estudo estima que 1,9 milhão de brasileiras por ano perdem dias de trabalho em razão de sintomas climatéricos —o material foi conduzido por Clarita Costa Maia, doutora em Direito pela USP e pesquisadora em relações internacionais e regulação, e Fabiane Berta, médica, pesquisadora em climatério na Unifesp (Universidade Federal de São Paulo) e integrante da International Menopause Society.
As especialistas relacionam as consequências laborais e econômicas à ausência de respostas estruturadas para acolher as mulheres no climatério.
De acordo com levantamento a partir de dados do Censo de 2022 do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), 29 milhões de mulheres no país estão em fase climatérica ou pós-menopausa.
Desse total, 63% são economicamente ativas e 33% respondem como principais provedoras de renda familiar. Enquanto isso, a prevalência de sintomas na menopausa atinge 87,9% dessa população
O estudo propõe uma estratégia combinada entre o setor produtivo e o Estado para enfrentar o problema. Entre as indicações estão a formulação de uma política nacional de atenção ao climatério, incorporação de tratamento específico no SUS (Sistema Único de Saúde) e a implementação de licenças médicas específicas quando necessário.
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