Sem verba
“Dino decide acabar com aposentadoria compulsória para juízes e prevê perda do cargo” (Política, 16/3). Grande ilusão. O que Dino fez é demagogia pura. Ao eliminar a aposentadoria compulsória, dificulta a aplicação de penas aos juízes. Enquanto a burocracia da Justiça se arrasta, por longos anos, o juiz continua em seu cargo. Blindagem.
José M. Leal (Campinas, SP)
Em que pese a decisão ter a lógica de punir corretamente o magistrado que comete erro grave, não se pode deixar de notar que o STF legisla mais uma vez, criando protocolos e direcionando o processo. Isso foge da atribuição da corte, é algo que deveria ser feito pelo Congresso.
Marcelo Almeida (Feira de Santana, BA)
Obrigada, ministro! Manter este absurdo seria perpetuar situações de escárnio com a sociedade.
Cecília Rangel (Brasília, DF)
Entre as sanções é preciso incluir a mais básica: a cadeia.
Ivan Bastos (Nova Friburgo, RJ)
Operação Lava Jato
“Episódio mais polêmico da Lava Jato, há 10 anos, barrou Lula em ministério e impulsionou impeachment” (Política, 15/3). Alguém acredita mesmo que Dilma não teria caído e Lula não teria sido preso se os áudios não fossem a público naquele momento? As ruas já estavam lotadas.
Carlos Amorim (São Paulo, SP)
Enquanto se discute quem é mocinho ou bandido, a corrupção, a apropriação do Estado para benefício próprio e o crime organizado tomam conta do país. A política do pão e circo continua cada vez mais firme.
José Francisco Xavier (São José dos Campos, SP)
Dilma caiu por enfrentar a corrupção da direita. Simples assim.
Felipe Macedo (São João del Rei, MG)
A única polêmica é por que os atores principais dessa polêmica não estão presos. Mas, como em todo golpe dado pela direita, ninguém é punido.
Fernando Alves (São Paulo, SP)
Perspectivas
“O que o PT fez de significativo para tirar o Brasil da lata de lixo? Nada” (Luiz Felipe Pondé, 16/3). Programas como o Minha Casa Minha Vida, o fortalecimento do SUS e a ampliação do acesso de estudantes de baixa renda às universidades também devem ser considerados. Tratá-los como mecanismo eleitoral simplifica um tema que envolve inclusão e políticas públicas.
Paul Constantinides (Jacareí, SP)
O melhor tapa na cara que já vi contra todos nos cargos em Brasília.
Paulo B. Barboza (São Paulo, SP)
Debate
“Erika Hilton é uma pessoa autoritária” (Lygia Maria, 15/3). Ignora o contexto em que pessoas trans vivem no Brasil. Com a própria existência questionada e atacada no espaço público, é natural que a reação venha com indignação e firmeza, o que não significa autoritarismo, mas defesa contra violências.
Terezinha Siet (Pato Branco, PR)
Nos corações brasileiros
“Quanto vale o Oscar para o cinema brasileiro?” (Opinião, 14/3). A euforia exagerada da imprensa não se justifica, até mesmo se pensarmos que o Oscar foi criado para alavancar o cinema americano.
Antonio D. Pereira (Curitiba, PR)
Ao concorrer à premiação, o filme valoriza a cultura brasileira.
Nerisvaldo J. Santos (São Paulo, SP)