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Guerra no Irã não afetará venda de armas dos EUA a Taiwan – 18/03/2026 – Mundo

by Silas Câmara

A Guerra no Irã não deve afetar a venda bilionária de armas americanas para Taiwan, segundo o ministro da Defesa da ilha, Wellington Koo. O conflito foi também o principal motivo pelo qual o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, adiou sua viagem à China, que reivindica o país vizinho como parte do seu território.

“Pelo que entendemos, os procedimentos de revisão interna estão a decorrer conforme o previsto”, declarou Koo. “Não creio que tenhamos recebido qualquer informação que indique atrasos.”

O chefe da Defesa fez a declaração ao ser questionado se o adiamento da viagem de Trump a Pequim, em decorrência do conflito, poderia também sinalizar atrasos na entrega das armas.

Koo disse ainda que não poderia comentar a operação americana no Oriente Médio, mas que a ilha seguiria monitorando as movimentações no Estreito de Taiwan e na China como um todo.

Trump anunciou o adiamento nesta terça-feira (17), levantando dúvidas sobre se o movimento poderia comprometer a trégua entre Washington e Pequim alcançada em outubro passado, quando ele e o líder chinês, Xi Jinping, se encontraram na Coreia do Sul.

Tanto o início do conflito, como a venda de armas para Taipé são pontos que distanciam os países, uma vez que Pequim vê os ataques contra Teerã como ilegais e afirma que não descarta o uso da força para reunificar China e Taiwan.

Em fevereiro, durante uma ligação telefônica, Xi falou a Trump que a venda de armas à ilha deve ser tratada com prudência.

Pequim já exigiu o fim das vendas em diversas ocasiões, e é esperado que o tema volte à mesa no próximo encontro entre os dois líderes, dado que se trata de um dos principais pontos de discordância entre as duas maiores economias do mundo.

Era esperado também que Trump autorizasse um novo pacote de venda de armas no valor de US$ 14 bilhões após a visita adiada à China.

Os EUA não mantêm relações diplomáticas formais com Taipé, mas são um dos principais aliados militares do país. Washington vê uma invasão chinesa à ilha como uma ameaça à própria economia, uma vez que Pequim poderia controlar o Estreito de Taiwan, uma rota comercial estratégica, e exercer domínio sobre setores taiwaneses sensíveis, como o de semicondutores.

A declaração do ministro da Defesa foi feita três dias após o parlamento taiwanês aprovar que o governo assine com Washington um pacote de compra de armas no valor de US$ 9 bilhões.

O pacote faz parte de uma venda maior de US$ 11 bilhões aprovada pelos EUA em dezembro e inclui mísseis antitanques, sistemas de lançamento múltiplo de foguetes e obuseiros autopropulsados.

“Este órgão defende o princípio de priorizar a segurança nacional e de proteger firmemente a integridade territorial”, afirmou o presidente do parlamento, Han Kuo-yu, da oposição, ao ler a proposição que aprovou as novas compras.

O gasto foi aprovado por unanimidade, mas o valor é inferior ao pleiteado pelo presidente da ilha, Lai Ching-te, que busca aprovação de um gasto extra de US$ 40 bilhões para a defesa. O argumento central do governo é de que o país precisa se preparar para um possível ataque chinês. A oposição, que detém a maioria das cadeiras no parlamento, considera a proposta vaga.

A autorização ocorre em um momento em que os EUA pressionam aliados —como Taiwan, Japão e Coreia do Sul— a aumentar seus gastos com defesa.

Com Reuters

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