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Moto Signature e Galaxy S26 Ultra disputam espaço entre celulares topo de linha; g1 testou

by Silas Câmara


Celular mais fino, mas com mais bateria? Como assim?
Recém-lançados no Brasil, o Motorola Signature e o Galaxy S26 Ultra entram na categoria dos celulares topo de linha.
Ambos têm desempenho excepcional, baterias que duram muito tempo e câmeras excelentes, mas mostram as diferenças no que cada fabricante entende como um smartphone “premium”.
O da Motorola segue um caminho mais voltado ao luxo, com design sofisticado e bateria com recarga muito rápida. O da Samsung, à privacidade e alto desempenho. Em comum? O recurso de manter o horizonte estável ao gravar vídeos.
As marcas seguem apostando em inteligência artificial como um diferencial, mas a sensação é de que é algo complementar ao uso do aparelho e que não será colocado em prática a todo momento.
Em comum, são aparelhos bastante caros. O Moto Signature (512 GB) custava R$ 9.000 em lojas da internet em março.
O Galaxy S26 Ultra saía a partir de R$ 11.500 (256 GB), chegando a R$ 13.800 (1 TB).
O Guia de Compras testou os dois aparelhos nas últimas semanas e mostra os resultados a seguir.
Motorola Signature
O Motorola Signature é o celular mais avançado da marca em 2026, com câmeras de última geração e um acabamento mais detalhado, com detalhes em alumínio e uma textura que lembra tecido na parte traseira. O aparelho vem nas cores verde-oliva e preto.
É um dispositivo mais compacto que o S26 Ultra, medindo 162,1 x 76,4 x 7 mm e pesando 186 gramas. O concorrente é um pouco mais alto e espesso (163,6 x 78,1 x 7,9 mm) com 214 gramas.
O telefone roda Android 16, com promessa de 7 anos de atualização do sistema operacional.
Como todo smartphone nos últimos tempos, o Signature conta com recursos de inteligência artificial, com a Moto IA (leia mais) e ajustes de imagens na câmera e em edição de fotos.
Samsung Galaxy S26 Ultra
O Samsung Galaxy S26 Ultra poderia ser apenas uma evolução com poucas mudanças das versões anteriores.
Só que desta vez a fabricante trouxe uma novidade – até o momento exclusiva da marca – na tela, que evita que curiosos olhem para o seu celular.
O mais legal é que dá para configurar para deixar apenas notificações escondidas. Desse modo, se o telefone estiver sobre uma mesa e alguém mandar um zap comprometedor, quem estiver do lado não vai ver.
Galaxy S26 Ultra com o recurso de privacidade da tela ativado: conforme o ângulo, não dá para ver o display
Henrique Martin/g1
O acabamento é feito em alumínio, disponível nas cores violeta, azul, preto, branco, prata e dourado.
É um aparelho mais grosso (7,9 mm, contra 7 mm do Signature) e pesado (214 gramas, contra 186 gramas) que o concorrente.
O celular roda Android 16, também com promessa de sete atualizações de sistema operacional. Também tem recursos de inteligência artificial, incluindo a integração de novos chatbots, como o Perplexity, para uso no aparelho.
Desempenho
Os dois celulares usam versões do chip mais recente da Qualcomm, o Snapdragon 8 Elite Gen 5 de 3 nanômetros (entenda porque isso é importante).
Por conta disso, o desempenho dos dois é muito parecido – com o Galaxy S26 Ultra um pouco mais veloz que o Moto Signature na maioria dos testes.
Esses testes avaliam o uso simulado do aparelho no dia a dia. De qualquer forma, nenhum dos dois ficou lento ou travou durante o uso.
Para games e vídeos, o Galaxy S26 Ultra foi mais rápido que o Moto Signature nos testes de desempenho gráfico. Nessa avaliação, a diferença foi maior, com o aparelho da Samsung sendo cerca de 29% mais rápido que o da Motorola.
Bateria
Os dois celulares podem passar bastante tempo longe da tomada, mas a tecnologia da bateria utilizada é diferente. O da Samsung utiliza bateria de íons de lítio, mais tradicional, mas que deixa o aparelho mais grosso.
O da Motorola, de silício-carbono. Essa nova tecnologia adiciona silício à bateria de lítio, permitindo armazenar mais energia em um formato mais compacto.
Por isso, o Signature tem um pouco mais de capacidade de carga (5.200 mAh) que o S26 Ultra (5.000 mAh), mas é mais fino que o concorrente.
Durante os testes, o Galaxy S26 Ultra mostrou que consegue ficar mais de 16 horas longe da tomada. O Moto Signature, 14 horas.
É sempre bom ressaltar que cada pessoa tem um padrão de uso e que, na prática, o celular não vai ficar sem bateria após esse período.
A diferença entre os tempos de uso também se dá pelo modo que os fabricantes otimizam o sistema operacional para economizar energia.
Um exemplo disso foi verificar a estimativa de duração do próprio aparelho após o teste, encerrado quando a carga atinge em torno de 20%.
O Signature indicava que tinha ainda duas horas de uso. O S26 Ultra, 20 horas previstas.
Também dá para ativar o modo de economia de energia nos dois aparelhos, caso seja necessário.
Vale lembrar que a taxa de atualização da tela do Signature é maior (165 Hz) que a do Samsung (120 Hz), e isso também interfere no desempenho da bateria.
O aparelho da Motorola tem uma vantagem no carregador que vem na caixa, com potência de 125W. Em um teste informal, com 14% de carga, o Signature levou 47 minutos para chegar a 100%. O aparelho ficou quente após esse período.
Carregamento rápido do Moto Signature: de 13% a 100% da carga em 46 minutos
Henrique Martin/g1
O da Samsung é de 60W, mas precisa ser comprado separadamente – ele vem com um carregador de 25W na caixa. Nas lojas da internet em março, o acessório custava na faixa dos R$ 320.
Câmeras
Moto Signature e Galaxy S26 Ultra trazem câmeras que estão entre as melhores do momento, sendo quase impossível tirar foto ruim com eles.
Embora ambas sejam excelentes, cada uma apresenta um perfil de cores e um modo distinto de processar as fotos.
O Galaxy S26 Ultra vem com um conjunto de quatro câmeras traseiras. A principal tem 200 megapixels, acompanhada por duas lentes de zoom — uma de 10 MP com aproximação de 3x e outra de 50 MP com zoom periscópio de 5x — e uma grande angular de 50 MP.
Já o Motorola Signature aposta em um sistema com três câmeras, todas com 50 megapixels de resolução: uma principal, uma com zoom periscópio e uma grande angular.
Abaixo, um exemplo das fotos na resolução máxima da câmera principal:

Durante o dia, as diferenças são quase imperceptíveis, como dá para ver nos dois exemplos abaixo:

Mesmo em um ambiente interno bem iluminado:

o
O zoom híbrido, que mistura óptico e digital, tem resultados mistos. Até certa distância, as fotos ficam razoáveis, como as de 30x de aproximação.

Ao chegar a 50x ou mais, a resolução vai para o ralo. Aos 100x, esqueça, é um borrão.

Fotos em modo retrato, com o fundo desfocado, podem ser feitas usando lentes distintas, aproximando ou afastando da pessoa clicada, como nos exemplos a seguir.

Nas fotos noturnas, o Samsung pareceu acertar focos específicos, como o focinho do gato:

Mas o da Motorola ficou mais iluminado na mesma sala, iluminada apenas com a TV e um abajur.

Nas selfies, o da Motorola e seus 50 megapixels foram melhores que o Samsung e os 12 megapixels.

O da Samsung é de 60W, mas precisa ser comprado separadamente – ele vem com um carregador de 25W na caixa. Nas lojas da internet em março, o acessóriu
Vale lembrar que, para vídeos, ambos permitem filmar com o horizonte fixo, que é um truque interessante com os sensores do smartphone.
Como o celular consegue filmar e manter o horizonte estável?
Conclusão
Os dois celulares com sistema Android são bastante completos, com design interessante, telas grandes e câmeras excelentes. Seu grande ponto negativo é o preço, ainda muito alto.
A escolha entre eles depende do que o usuário prioriza:
O design, a bateria inovadora e o carregamento rápido do Moto Signature;
Ou o desempenho gráfico, a maior autonomia e os recursos de privacidade da tela do Galaxy S26 Ultra.
Como foram feitos os testes
Para os testes de desempenho, foram utilizados três aplicativos: PC Mark e 3D Mark, da UL Laboratories, e o GeekBench 6, da Primate Labs. Eles simulam tarefas cotidianas dos smartphones, como processamento de imagens, edição de textos, duração de bateria e navegação na web, entre outros.
Esses testes rodam em várias plataformas – como Android, iOS, Windows e MacOS – e permitem comparar o desempenho entre elas, criando um padrão para essa comparação.
Para os testes de bateria, as telas dos smartphones foram calibradas para 70% de brilho. A bateria foi carregada a 100% e o teste rodou por horas até atingir 20% de carga, quando é interrompido e mostra a duração estimada em horas/minutos.
Os produtos foram cedidos para o teste e serão devolvidos.
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