O ditador da Venezuela, Nicolás Maduro, afirmou estar “bem” em uma publicação em sua conta no X neste sábado (28) e fez um apelo por união nacional, reconciliação e para que a população siga “consolidando a paz do país”.
Maduro disse estar “firme, sereno e em oração permanente”, ao lado da esposa Cilia Flores, também presa. Ambos estão sob custódia em Nova York, onde respondem a acusações de narcotráfico após serem capturados em uma operação americana realizada em 3 de janeiro.
No texto, Maduro afirmou ter recebido manifestações de apoio e agradeceu mensagens enviadas por aliados. Segundo ele, “cada palavra de amor” e “cada gesto de carinho” têm servido como fonte de força espiritual durante o período de detenção.
O ditador também fez um apelo político ao país, defendendo a necessidade de união entre os venezuelanos e um processo de reconciliação nacional. Na mesma mensagem, pediu que a população continue trabalhando pela estabilidade institucional, destacando a importância de “consolidar a paz do país”.
De acordo com informações divulgadas por pessoas próximas a agência AFP, o ex-presidente está em uma cela com acesso restrito a comunicação, podendo falar por telefone com familiares e advogados por, no máximo, 15 minutos.
Na última quinta-feira (26), Maduro compareceu a um tribunal de Nova York pela segunda vez desde sua captura.
A audiência durou pouco mais de uma hora e terminou sem uma decisão a respeito do pagamento da defesa de Maduro e de sua esposa, já que as sanções dos EUA proíbem o uso de fundos do regime venezuelano para isso.
O casal só saiu da prisão antes para a primeira audiência, em que o chavista se declarou “prisioneiro de guerra” e afirmou ser inocente das acusações de tráfico de drogas.
Com a prisão de Maduro, a Venezuela é governada interinamente por Delcy Rodríguez, que ainda não comentou publicamente o conteúdo da declaração.