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ARQ, ex-DolarApp, lança conta para empresas no Brasil – 03/04/2026 – Painel S.A.

by Silas Câmara

O ARQ, ex-DolarApp, lança no Brasil a modalidade de conta global “B2B”, focada em empresas. A movimentação da fintech, fundada por três ex-funcionários do Revolut, acontece depois de a companhia levantar US$ 70 milhões (R$ 361 milhões) em investimentos de agentes como a Sequoia Capital, a Founders Fund e a Kaszek.

Hoje, são 2 milhões de usuários e US$ 10 bilhões processados em transações anualizadas, incluindo operações em dólar e euro digitais.

No varejo, o ARQ concorre com outras fintechs globais como Wise, Nomad e C6, oferecendo cartões com câmbio de moedas e investimentos em moeda estrangeira. Na modalidade business, a empresa mira o contratante de alta renda, que, em geral, tem mais interesse em transações no exterior.

A nova estratégia centraliza pagamentos transfronteiriços, serviço demandado por empresários e prestadores brasileiros que operam fora do país, segundo Leonardo Bernini, diretor-geral do ARQ no Brasil.

“A princípio, não planejávamos lançar esse serviço [conta para negócios] no Brasil, mas registramos uma demanda muito forte dos nossos clientes do varejo, que pediam soluções PJ (pessoa jurídica). Fomos entender a necessidade e vimos que muitas companhias internacionalizaram a partir da Covid”, explica o executivo.

O mercado de transações corporativas é mais competitivo que o varejo de investimentos e também mais exigente, uma vez que os valores trocados são maiores. Segundo Bernini, a empresa prevê concorrência maior aqui do que em outros países onde já atuam, como Argentina, México e Colômbia.

A plataforma incorpora funcionalidades voltadas à gestão financeira corporativa, como execução de pagamentos internacionais em lote, controle de usuários com diferentes níveis de permissão e centralização de despesas globais (fornecedores, serviços e custos operacionais).

Para vingar aqui, a firma aposta na eficiência operacional e que “o melhor produto no médio prazo ganha”. A ideia é oferecer uma plataforma tecnológica que facilite o controle do usuário sobre a renda e os investimentos, com taxas semelhantes ao mercado.

Um dos desafios para o crescimento da companhia no Brasil é o alto índice de inadimplência corporativa —o endividamento de negócios no país terminou 2025 em volume recorde, com 8,9 milhões de corporações devedoras, segundo dados do Serasa Experian, somando dívidas de R$ 213 bilhões.

“Temos uma oferta de crédito bastante reduzida. Acabamos de lançar nosso cartão de crédito apenas para os melhores usuário pessoa física do ARQ. Então, ainda não batemos cabeça com esse problema, mas é uma oportunidade grande. Vemos muitos players expandindo a oferta de cartões, de consignados; não temos como não olhar para isso no futuro”, afirma Bernini.

Segundo o executivo, começar mirando o público do segmento premium é uma estratégia que a fintech considera certeira, ainda que seja uma faixa de renda mais difícil de fidelizar. “Decidimos ser muito competitivos na conversão [de moedas], já que esse é um consumidor que tem uma vida internacional. Ao mesmo tempo, são clientes que demandam muito. Não podemos errar, a confiança é perdida rapidamente, ele faz muitas contas. Tem um pouco de desconfiança com marcas novas, mas esse é o nosso desafio”.


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