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LIQUIDZ quer triplicar de tamanho até o fim do ano – 20/04/2026 – Painel S.A.

by Silas Câmara

Com investimento do treinador da seleção brasileira masculina de vôlei, Bernardo Rezende —o Bernardinho—, a LIQUIDZ pretende triplicar de tamanho até o final de 2026 vendendo hidratação. Hoje, a companhia oferece sachês com eletrólitos que, ao serem adicionados à água ou outros líquidos, transfomam-nos em bebidas isotônicas.

A proposta é uma opção com menos corantes artificiais e calorias do que marcas como Gatorade e PowerAde. No início, o público-alvo eram atletas de alto rendimento —segundo o fundador da companhia, Octavio Domit, influenciadores digitais de nichos de corrida foram alguns dos primeiros contratados nos primeiros dias de empresa.

Para alcançar a meta de crescimento, no entanto, é necessário alcançar mais gente. Todo mundo pode ser público-alvo da LIQUIDZ, segundo o porta-voz. A empresa defende que a ingestão de dois litros de água, recomendada por profissionais da saúde, é insuficiente para manter a hidratação —que deveria ser complementada pela ingestão de isotônicos. A afirmação é equivocada, segundo especialistas.

Nativa digital, a startup está em processo de estender suas vendas para canais físicos. A marca procura parcerias no segmento “premium” dos esportes, como Track & Field, Centauro e algumas lojas de suplementos. São cerca de 3.000 pontos de venda. Contudo, 70% do faturamento ainda vem de e-commerces (além do próprio da marca, há vendas no Mercado Livre e na TikTok Shop).

“LIQUIDZ é status”, segundo o fundador. “Selecionar os canais de venda é importante para o produto não virar commodity e resguardar a ideia de trazer performance para o lifestyle”.

Hoje, a companhia tem uma equipe de 500 influenciadores digitais e mais de 1.300 em uma lista de espera para divulgar a marca. Ao mesmo tempo, tenta entrar em outros nichos além da corrida, como jiu-jitsu, tênis, ciclismo e triatlo —no mês passado, anunciou parceria com a prova Iron Man para lançar o sachê de sabor neutro.

Além de Bernardinho, a LIQUIDZ recebeu investimentos de Ricardo Dias, ex-CEO da Neve, em uma rodada apelidada de “family and friends” por Domit. A ideia inicial era usar capital próprio, gerado por outra startup fundada pelo empresário, a Boa Consulta. Mas os planos mudaram quando pessoas próximas dele quiseram financiar o novo projeto.

Com o crescimento do mercado fitness no Brasil, a LIQUIDZ não é a única marca que enxergou potencial no segmento de eletrólitos no país —um dos países que mais consome água de coco (que também repõe alguns sais minerais), mas consome menos isotônicos que os Estados Unidos, por exemplo. A Unilever trouxe a Liquid I.V. para cá, produto semelhante ao da brasileira que já vendia no exterior. A Água na Caixa também investe no formato sob a marca + Eletrólitos.

“A diferença delas para nós é que somos a primeira empresa brasileira 100% focada em hidratação”, afirma Octavio Domit, executivo à frente da startup.

Mercado de hidratação

“Ao contrário do que muitos pensam, apenas água não é o suficiente para manter uma hidratação adequada. É necessário o consumo de eletrólitos”, é o que diz o site da LIQUIDZ. Em entrevista ao Painel S.A., o fundador da companhia recomenda o consumo de sachês mesmo por quem não pratica esportes. “Vivemos uma epidemia de desidratação”.

Ao mesmo tempo que mira os atletas, a empresa tenta conquistar o público geral. Uma forma que encontrou de fazê-lo é apresentando o produto a nutricionistas e outros profissionais da saúde. “Hoje, há mais ou menos 1.500 profissionais da saúde na nossa comunidade”, afirma Domit.

O mercado de usuários de canetas emagrecedoras também é visto como potencial nicho de atuação. “Já temos clínicas em São Paulo prescrevendo LIQUIDZ como parte da reposição de líquidos no protocolo de emagrecimento”, declara.

A recomendação não é ecoada por Carlos Alberto Werutsly, médico nutrólogo e do esporte e diretor da Abran (Associação Brasileira de Nutrologia). “Adultos com alimentação saudável, principalmente com a inclusão de vegetais frescos (Guia de Alimentação do Brasileiro) não necessitariam de suplementação de sais minerais, além de ingestão de líquidos”, declara.

Ainda, o especialista alerta para a alta quantidade de sódio em alguns produtos isotônicos, o que pode trazer problemas para pessoas hipertensas. Ele recomenda o uso para atletas que suam muito em treinos e competições e pacientes críticos hospitalizados.


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