Trabalhadores da JBS nos Estados Unidos concordaram em retornar ao trabalho em uma unidade de processamento de carne bovina em Greely, no Colorado, após a empresa aceitar retomar as negociações, encerrando um piquete de três semanas, informou o sindicato em comunicado no sábado (4).
Os preços da carne bovina bateram recordes este ano depois que o rebanho bovino do país caiu para o menor nível em 75 anos, levando a preços recordes para frigoríficos como a JBS na compra de gado para abate, apesar de se beneficiarem da alta dos preços.
O sindicato que representa cerca de 3.800 trabalhadores da fábrica disse que a nova rodada de negociações será retomada em 9 e 10 de abril, após a greve do mês passado para pressionar por salários que acompanhem a inflação e pelo fim das cobranças da empresa pela reposição de equipamentos de proteção.
“Os trabalhadores permanecem unidos e continuarão lutando até que a JBS encerre completamente suas práticas trabalhistas injustas”, disse Kim Cordova, presidente do sindicato local que representa os trabalhadores de Greeley.
O sindicato está pedindo uma proposta de contrato que proteja os trabalhadores, demonstre o respeito que eles merecem e pague um salário digno, acrescentou em comunicado.
Não houve novo acordo nem mudança na proposta original, disse um porta-voz da JBS à Reuters.
“Estamos satisfeitos em receber nossos funcionários de volta e estamos nos preparando para retomar e aumentar as operações na fábrica de Greeley na próxima semana”, acrescentou o porta-voz em um e-mail.
A greve representou um golpe para a capacidade de processamento dos EUA, após a Tyson Foods fechar uma unidade de carne bovina em Nebraska este ano e reduzir as operações em uma instalação no Texas.
A disputa com os trabalhadores, representados pelo sindicato United Food and Commercial Workers Local 7, ocorre em um momento em que os frigoríficos normalmente buscam aumentar a eficiência operando as fábricas em capacidade máxima para compensar os altos custos operacionais.