A MAT, fabricante de cilindros de alta pressão, planeja instalar entre 20 e 30 novas unidades de abastecimento a gás para veículos pesados, com foco em biometano e GNV, nos próximos dois anos.
A estratégia da empresa está na implantação de estruturas corporativas dentro das operações de transportadoras, garagens de ônibus e transportadoras. Isso reduziria a dependência de postos públicos que não foram construídos para atender a veículos pesados, segundo a MAT. A empresa planeja se colocar como modelo de uma estrutura que ainda não tem presença em larga escala no Brasil.
O investimento necessário para implantação das unidades varia conforme o porte do projeto. De acordo com a MAT, sistemas menores, capazes de atender cerca de 20 a 30 caminhões por dia, têm custo estimado entre R$ 3 milhões e R$ 5 milhões. Estruturas de maior capacidade podem ultrapassar R$ 20 milhões, dependendo da demanda de abastecimento.
A empresa diz já ter realizado os investimentos iniciais em engenharia para viabilizar a instalações dessas unidades, o que levaria, em média, cerca de seis meses para ser construído.
Neste ano, foram instaladas duas unidades, uma no Rio Grande do Sul e outra no Rio de Janeiro.
Os dados do setor indicam crescimento da demanda por veículos a gás. No primeiro semestre de 2025, os emplacamentos de modelos movidos a gás cresceram 100,7%, para 584 unidades, segundo a Anfavea e a Fenabrave. No mesmo período, o segmento de caminhões elétricos registrou queda de 28,7%.
A empresa também afirma que o uso de biocombustíveis — como biodiesel, HVO e biometano — pode dobrar sua participação no transporte pesado e alcançar 30% em 2040.
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