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Petróleo: Como está o preço hoje (15) e as Bolsas no mundo – 15/04/2026 – Economia

by Silas Câmara

O preço do petróleo está próximo da estabilidade nesta quarta-feira (15), após enfrentar fortes variações nos últimos dias. O barril Brent, referência mundial, chegou a saltar 2,18%, cotado a US$ 96,86 às 7h30 (horário de Brasília), mas três horas depois havia voltado a US$ 94,62, queda de 0,20%.

Na segunda-feira (13), o contrato de junho chegou a superar US$ 100, depois que EUA e Irã não chegaram a um acordo de paz. Porém as conversas que se seguiram no começo da semana levaram o preço a se estabilizar abaixo dos três dígitos.

Mesmo as ameaças do regime iraniano de bloquear também o trânsito marítimo pelo mar Vermelho não tiveram um impacto significativo no petróleo. O barril WTI (West Texas Intermediate), usado nos EUA, era negociado a US$ 90,73, queda de 0,62%. às 10h30.

O presidente dos EUA, Donald Trump, ventilou na terça-feira (14) a possibilidade de que as conversas com o Irã no Paquistão fossem retomadas esta semana, depois que Israel e Líbano concordaram em realizar negociações diretas após uma reunião entre ambos em Washington.

Em conversa com o New York Post, Trump disse ao jornalista desse veículo em Islamabad que “deveria ficar lá, porque algo pode acontecer nos próximos dois dias”.

Dois altos funcionários paquistaneses disseram à AFP que Islamabad busca fazer com que Washington e Teerã retomem os diálogos. O secretário-geral da ONU, António Guterres, também pediu na terça-feira a retomada de “negociações sérias” e afirmou que “não há uma solução militar para a crise”.

Em outra frente da guerra, Israel e Líbano concordaram em iniciar negociações diretas depois de uma reunião de mais de duas horas em Washington.

Um porta-voz do Departamento de Estado dos EUA assinalou que as discussões foram “produtivas” e acrescentou: “Todas as partes concordaram em iniciar negociações diretas em um momento e local mutuamente acordados.”

“Hoje descobrimos que estamos do mesmo lado”, declarou o embaixador israelense em Washington, Yechiel Leiter, ao indicar que ambos os países estão “unidos” em sua vontade “de libertar o Líbano” do grupo terrorista Hezbollah.

A embaixadora libanesa Nada Hamadeh Moawad classificou a reunião de “construtiva”, mas também disse que havia pedido um cessar-fogo e insistido na “plena soberania” do Líbano.

O Líbano acabou sendo vítima do conflito no Oriente Médio em 2 de março, quando o Hezbollah, aliado de Teerã, atacou Israel em resposta aos bombardeios israelenses e norte-americanos contra o Irã que desencadearam o conflito em 28 de fevereiro.

As conversas desta terça-feira foram rejeitadas pelo Hezbollah, que anunciou o lançamento de foguetes contra mais de uma dezena de localidades do norte de Israel justo quando começava a reunião.

Atualmente, as forças de Israel ocupam partes do sul do Líbano e o governo israelense tem resistido a considerar qualquer cessar-fogo até que o Hezbollah seja desmantelado.

Ao mesmo tempo, Trump também impôs o bloqueio dos EUA à passagem de navios-petroleiros que tenham o Irã como destino final pelo estreito de Hormuz, por onde passa 20% da produção mundial de petróleo e gás, e cujo tráfego é impedido pelos iranianos desde o início da guerra em 28 de fevereiro.

Nessa quarta, mais embarcações tiveram de retornar ao Irã após tentarem cruzar o estreito, de acordo com sites de monitoramento do tráfego marítimo.

Segundo analistas, Trump está tentando privar o Irã de recursos financeiros, mas também empurrar a China —o maior comprador de petróleo iraniano— a pressionar Teerã para reabrir o estreito de Hormuz.

Porém, o presidente norte-americano afirmou nesta quarta que os chineses estão felizes por sua medida. “A China está muito feliz por eu estar abrindo permanentemente o estreito de Hormuz. Estou fazendo isso por eles também —e pelo mundo. Essa situação não voltará a se repetir. Eles concordaram em não enviar armas para o Irã”, disse em post no Truth Social.

A passagem por Hormuz estava normal até o início da guerra e era de 140 navios por dia. O regime iraniano impediu o tráfego após os bombardeios de norte-americanos e israelenses como uma medida retaliatória. Depois disso, empresas de monitoramento dizem que menos de 200 embarcações passaram pelo estreito em 45 dias de conflito.

BOLSAS SOBEM NOS EUA E CAEM NA EUROPA

As principais Bolsas do mundo tiveram comportamentos diferentes nesta quarta. Nos EUA, os três índices registravam alta, com a Nasdaq sendo destaque com 1,96%. A S&P saltava 0,18% e a Dow Jones variava 0,66% positivamente.

Já na Europa, a maioria das Bolsas caía. O índice Euro STOXX 600, referência na União Europeia, tinha perda de 0,52%, acompanhado das Bolsas de Londres (-0,04%), Paris (-0,58%), Madri (-0,41%) e Milão (-0,03%). A exceção era Frankfurt, que subia 0,17%.

Na Ásia, o índice CSI300, que reúne as principais companhias de Xangai e Shenzhen, fechou em queda de 0,34%, mas o SSEC, de Xangai, teve uma oscilação positiva de 0,01%. A alta foi repetida em Tóquio (0,44%), Hong Kong (0,29%), Seul (2,07%) e Taiwan (1,17%).

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