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Raízen: credores propõem reestruturação e saída de Ometto – 19/04/2026 – Economia

by Silas Câmara

Os credores bancários da Raízen SA apresentaram à empresa de bioenergia uma nova proposta de reestruturação, segundo pessoas a par do assunto.

Como parte do plano, os credores propõem que 30% dos recursos obtidos com a venda de ativos na Argentina sejam usados para amortizar dívidas, disseram as fontes, que pediram para não ser identificadas por se tratar de negociações privadas.

Os credores também solicitam que Rubens Ometto, fundador da controladora Cosan SA, seja substituído como presidente do conselho da Raízen, ecoando uma proposta anterior dos detentores de títulos.

Enquanto os detentores de títulos pediram R$ 8 bilhões (US$ 1,6 bilhão), a proposta dos bancos não especifica um valor.

A gigante petrolífera Shell concordou em março em injetar R$ 3,5 bilhões como parte da reestruturação, enquanto Ometto se comprometeu com outros R$ 500 milhões. No início deste mês, a empresa apresentou aos credores uma proposta que lhes daria até 70% das ações ordinárias da Raízen.

Cosan, Raízen e Ometto recusaram-se a comentar quando contatados no fim de semana. Os credores Bradesco, Santander Brasil, Banco do Brasil e Itaú Unibanco recusaram-se a comentar. A Shell não respondeu imediatamente a um pedido de comentário da Bloomberg.

Os detentores de títulos apresentaram sua própria proposta de reestruturação, incluindo uma injeção de capital de R$ 8 bilhões, disseram pessoas a par do assunto à Bloomberg na semana passada. Eles também querem que Ometto seja substituído e ter maior participação na gestão da empresa de biocombustíveis.

Os credores estão pedindo uma participação de até 90% em troca de 45% de sua dívida.

A Raízen, uma joint venture da Cosan e da Shell, entrou com pedido de recuperação extrajudicial em março com uma dívida de R$ 65 bilhões. Desde então, a empresa vem negociando com os credores para fechar um acordo e evitar ter que pedir recuperação judicial.

A Raízen tem sido prejudicada por altas taxas de juros, grandes investimentos que ainda não deram retorno e obstáculos operacionais em suas divisões de açúcar e etanol, levando a uma série de resultados abaixo das expectativas.

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